sábado, 6 de dezembro de 2014

Novidades no Rio Open e Aberto da Austrália

Gente, algumas novidades sobre o Rio Open e o Aberto da Austrália foram anunciadas essa semana. 

Na quarta-feira passada (3 de dezembro), os organizadores do Rio Open, torneio de tênis que dá 500 pontos ao tenista vencedor, anunciaram que os preços dos ingressos serão reajustados de 30 a 50%.



Algumas pessoas podem reclamar do preço dos últimos jogos, mas se você pensar que o nível dos tenistas é excelente e que, provavelmente, verá Nadal em quadra, vale a pena. As vendas para o torneio, que acontece entre os dias 16 e 22 de fevereiro, no carnaval, começam no dia 12 de dezembro, mas quem é cliente Claro e Itaú já pode garantir seu ingresso! Mais uma vez, é importante lembrar que o espanhol Rafael Nadal, número 3 do mundo, deve retornar ao torneio e que os brasileiros Thomaz Bellucci, número 65 do mundo, João Souza, número 90, e os duplistas Bruno Soares e Marcelo Melo, números 4 e 7 do mundo, respectivamente, também estarão presentes.

Os organizadores também anunciaram mais um quadra ao complexo que será montado no Jockey. Em entrevista exibida no site do Globo Esporte, o diretor do torneio afirmou que a ATP e a WTA, ambas instituições que organizam os maiores torneios de tênis masculino e feminino do mundo, respectivamente, disseram que a construção de mais uma quadra seria necessária para melhorar o fluxo de pessoas e ter mais flexibilidade na organização do evento.  

Sobre o Aberto da Austrália...

Os organizadores do torneio afirmaram estar preocupados com uma possível nova onda de calor em Melbourne, cidade onde o campeonato é realizado. Por isso, eles anunciaram que um terceiro estádio já recebeu o teto retrátil, que permite que o jogo continue independentemente das condições climáticas. A quadra privilegiada é a Margaret Court Arena, com capacidade para 7,5 mil pessoas. Desse modo, o Aberto da Austrália será o único Grand Slam com três quadras cobertas.



Além disso, uma nova política sobre os jogos disputados em altas temperaturas foi anunciada. Segundo os organizadores, quando a temperatura na quadra atingir os 40ºC, o juiz da partida terá o poder de paralisar ou suspender o jogo até que as condições climáticas estejam favoráveis para dar prosseguimento à partida. No ano passado, vários tenistas, boleiros e espectadores passaram mal durante o torneio por causa do calor.


A competição começa no dia 19 de janeiro e termina em 1º de fevereiro. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Ásia sedia novo torneio de tênis

Nas últimas semanas, fiquei um pouco confusa quando, acompanhando as redes sociais dos tenistas, vi que muitos deles estavam indo para países asiáticos jogar uns contra os outros em partidas que misturavam campeões, "novatos" e veteranos. Aí resolvi pesquisar o que estava (ainda está, na verdade) acontecendo e descobri a realização de um novo tipo de torneio, o International Premier Tennis League, que surgiu para suprir a demanda por jogos de tênis de alto nível na Ásia.

O formato da competição é inovador. Ao todo, 29 tenistas participam do evento. Eles foram divididos em quatro times, cada um representando um país, Cingapura, Emirados Árabes Unidos, Índia e Filipinas.



Serão três dias de jogos em cada país, duas partidas diárias e 24 jogos no total. Cada partida tem cinco sets. Os sets são divididos em: simples masculinas, simples femininas, duplas masculinas, duplas mistas e simples das lendas. Cada jogador tem 20 segundos entre os pontos e três minutos entre sets. Cada vitória é um ponto. O time que pontuar mais leva um troféu e um milhão de dólares. Existem outras regras que podem ser conferidas no vídeo abaixo, mas basicamente é isso.



O torneio já está acontecendo (começou dia 28 de novembro) e vai até o dia 13. Obviamente, não conta ponto no ranking da ATP, é apenas uma forma de entretenimento e estímulo ao esporte. Achei bem legal. Os próximos jogos serão em Nova Deli, Índia (6-8 dez), e depois em Dubai, EAU (11-13 dez).


As partidas estão sendo transmitidas pelo canal ESPN+. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Resenha: "Guga - Um Brasileiro"

"Nasci num país que me indicava o sentido oposto e, através de um caminho longo e repleto de obstáculos, construí uma carreira de sucesso. De longe parecia impossível, de perto a cada dia estávamos mais certos. Não era para passar de um sonho o que hoje brindamos como realidade. Com suor, sorrisos e lágrimas aconteceu comigo o que poderia acontecer com qualquer brasileiro." Gustavo Kuerten



Este blog estava desativado há mais de um ano. Por falta de tempo ou motivação acabei parando de escrever aqui. Porém, depois de ler a autobiografia do Guga, não só fiquei motivada, mas me senti na obrigação de escrever uma resenha sobre o livro. Afinal, estamos falando do maior jogador de tênis do Brasil e um dos maiores do mundo!

Primeiramente, para ler este livro não importa se você gosta ou não de tênis, nem se você é brasileiro ou estrangeiro. "Guga - Um Brasileiro" é a história de vida de Gustavo Kuerten, sua trajetória no tênis, seus altos e baixos no esporte. O que eu acho mais interessante nessas autobiografias de tenista é o modo como eles descrevem os jogos mais importantes de suas carreiras. Quem assiste a partidas de tênis muitas vezes não entende como um tenista consegue uma virada espetacular, onde ele acha motivação para virar um jogo perdido. Ao mesmo tempo, também não compreende como ele tem a partida na mão e deixa a vitória escapar. Guga responde a todas a essas dúvidas sobre seus jogos.

O livro tenta fazer o leitor compreender como é solitária a vida de um tenista e como que, para ser um campeão, o lado emocional é o que faz a diferença. Confiança é o sentimento de ordem. É interessante pensar como tudo pode fazer a diferença numa partida, um vento mais agressivo ou uma superstição quebrada ou um olhar amigo. O Guga tricampeão de Roland Garros é uma soma de todos esses fatores incontroláveis mais o apoio constante de sua família e seu técnico, que foi mais um anjo da guarda, Larri Passos.

"Guga - Um Brasileiro" é também uma aula de história de tênis. Guga pegou uma fase de muitas mudanças no circuito da ATP (Association of Tennis Professionals). Inclusive, uma dessas mudanças foi decisiva para a sua carreira. A Associação fez com que a participação em Grand Slams, Master 1000 e um número menor em Master 500 fosse obrigatória, aumentando o número de torneios disputados por um tenista e, consequentemente, provocando um aumento de desgaste físico. Talvez este tenha sido um dos principais motivos pelo qual Guga se machucou tão precocemente.

Eu acredito, porém, que o aspecto mais importante desse livro seja o modo como ele relata a dificuldade para ser um tenista no Brasil. É claro que depois do Guga as coisas não são tão ruins, mas ainda assim o tênis brasileiro vive de talentos extraordinários e muita boa vontade. Toda a luta do Guga para achar uma quadra para jogar, achar alguém que estivesse disposto a oferecer patrocínio e o preconceito que ele sofreu por ser um brasileiro se destacando no circuito são relatados. O descaso da Confederação Brasileira de Tênis também não passou despercebido.

Muita coisa vem mudando nos incentivos ao tênis brasileiro. Hoje temos o Aberto do Brasil em São Paulo e não mais na Costa do Sauípe, temos o Rio Open (maior torneio sul-americano de tênis) e o WTA Brasil Tennis Cup para as mulheres. Os próprios programas de TV têm feito mais reportagens sobre os talentos brasileiros no esporte. Tudo isso ainda não é suficiente e o livro mostra como o caminho é árduo para se chegar a uma situação ideal do tênis no nosso país.

Enfim, o livro é uma leitura fácil, gostosa e super valiosa. 


Abaixo, para matar um pouquinho a saudade, o vídeo dos últimos pontos daquela final de 2001 de Roland Garros em que Guga conquistou seu terceiro troféu.