domingo, 1 de abril de 2012

Que venha Federer!


Estou em falta com o blog e peço perdão àquelas pessoas que o leem. A faculdade recomeçou e o estágio começou, então tá difícil de atualizar isso aqui.

Nesse meio tempo, muita coisa aconteceu. Mas o que acho importante ressaltar foi a confirmação da vinda de Roger Federer ao país no final do ano. A notícia surgiu em um momento muito bom para o suiço, que ganhou Rotterdam, Dubai e Indian Wells e acumulou mais de 20 vitória seguidas e somou pontos importantes na luta pela primeira posição do ranking – hoje a diferença é de 825 pontos para Nadal e 3320 para Djokovic. Para chegar ao topo do pódio ainda há um longo caminho, com certeza, mas não se esqueçam da quantidade de pontos que o sérvio ainda tem que defender esse ano.

Bom, Federer vem ao Brasil em dezembro e fará dois jogos de exibição ainda não se sabe aonde nem com quem. Eu suponho que uma das cidades seja São Paulo por abrigar o maior público de tênis do país.

O reflexo dessa notícia já está começando a se fazer notar. Duas das maiores emissoras de televisão do Brasil já fizeram grandes reportagens com o suiço – estilos diferentes, mas muito interessantes – e as veicularam em horário nobre nos respectivos dias de exibição.

Vejam só:



Somada à visita de Federer, na semana passada foi confirmada a tranferência do WTA 250 de Marselha para uma cidade do Brasil. O torneio é, normalmente, realizado na primeira semana de abril, mas há rumores de que, em terras brasileiras, ele acontecerá no início de fevereiro, na mesma época do Brasil Open. A Confederação Brasileira de Tênis deve definir no máximo até julho qual será a cidade-sede.

E, na minha opinião, nada disso seria possível sem a Copa e as Olimpíadas. Podem falar que o Brasil não está preparado, que os políticos vão roubar muito dinheiro da verba e que os eventos serão um desastre. Até acredito, mas não me importo. É óbvio que eles também trarão benefícios – a divulgação de esportes pouco conhecidos é um deles.

Então, acabo o post com a esperança de uma popularização do tênis, de bons jogos de Federer aqui no país e que 2013 seja um excelente ano esportivo no Brasil.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A polêmica do antidoping


No início de fevereiro, canais de televisão franceses começaram a veicular uma propaganda em que acusam os atletas espanhóis de doping. Vejam só:


Para quem não entendeu, o comercial (não sei de quê) mostra Rafael Nadal urinando em um tanque de gasolina. O “combustível” faria o carro andar mais rápido.

O assunto gerou um desconforto diplomático – a Espanha pediu para que o governo francês se retratasse - e um exame antidoping surpresa para Nadal. 




Eu achei que o assunto fosse morrer por aí, porém, ontem, o tenista voltou a falar sobre o ocorrido a uma emissora de televisão espanhola e ressuscitou o caso. Segundo ele, os exames antidoping são brutais, não importa onde os tenistas estejam, eles sempre tem que se submeter à investigação e ainda afirma: “ É um atentado contra a privacidade dos esportistas”.

Diante disso, resolvi pesquisar sobre como é feito o exame antidoping e, principalmente, o que é considerado substância ilítica. Aqui vai:

O exame antidoping é feito durante ou depois de uma competição. Normalmente, os atletas escolhidos são aqueles que tiveram (ou estão tendo) destaque no torneio. Assim, eles são notificados e devem entregar a urina para um membro/fiscal do comitê organizador. A segurança é tão séria que durante o exame o esportista é acompanhado por um fiscal do mesmo sexo e a embalagem é lacrada e também acompanhada do fiscal até o local em que será analisada. Caso o resultado for positivo, o exame deverá ser refeito e só se houver uma segunda confirmação, a ITF e ATP – no caso do tênis, é claro – serão notificadas e uma audiência será marcada para decidir a penalidade do tenista.

No site da Revista Tênis, eles publicaram uma reportagem e uma lista das substâncias e seus efeitos nos atletas. Abaixo, vocês podem conferir a lista.


Principais substâncias e seus efeitos
Estimulantes
Como o próprio nome já diz, essas drogas estimulam o sistema nervoso, reduzindo a fadiga e aumentando o poder de alerta, de competitividade e de agressividade. Elas podem ainda aumentar o poder de explosão e a performance, além de diminuir a sensibilidade às dores. Entre os estimulantes que mais aparecem nos exames podemos destacar:
Anfetamina: São usadas nos esportes para aumentar a resistência, aguçar os reflexos e reduzir a fadiga. Os riscos à saúde dos atletas são consideráveis, dados os inúmeros casos de mortes durante exercícios muito pesados. Entre estes riscos podemos destacar hipertermia e paradas cardíacas, além de causar dependência
Cocaína: O mais natural e conhecido estimulante. É muito usada por possuir efeitos eufóricos e diminuir a fadiga. A sua indicação como doping é controversa, já que, apesar de inicialmente dar uma sensação de conforto e energia, após algum tempo torna o seu usuário mais cansado e até depressivo.
Efedrina: Usada propositalmente para doping, pode aumentar a potência, a resistência à força e a velocidade. Porém, ela tem alto índice de casos devido à facilidade de encontrá-la em remédios comuns do dia-a-dia - como descongestionantes -, além de suplementos dietéticos e estimulantes energéticos. Mais uma vez, a questão é polêmica, já que a quantidade encontrada nestes remédios e suplementos apresenta melhoras insignificantes no desempenho.
Testosterona e Esteroides
A testosterona havia sido proibida em 1935, mas, em 1950, foi descoberta que uma versão artificial da droga estava sendo usada para reforçar a musculatura de atletas. Desde então, o esporte tem visto um leque cada vez maior dos chamados esteróides anabólico-androgênicos (AAS , da sigla em inglês).Os AAS melhoram a performance atlética devido aos seus efeitos anabólicos, desde que o atleta também consuma a quantidade necessária de proteína. Entre os efeitos colaterais podemos destacar danos ao fígado e ao coração, distúrbios hormonais (incluindo infertilidade), alterações comportamentais e problemas psicológicos.
Nandrolona: É o esteróide anabólico-androgênico mais procurado por atletas que precisam de potência e força muscular. Derivado da testosterona, principal hormônio sexual produzido no homem, tem poderosas propriedades anabolizantes. Entre seus efeitos, acelera o crescimento muscular e aumenta a massa corporal magra, a força e a agressividade. Além disso, é utilizada para a recuperação mais rápida dos treinamentos pesados. Seus efeitos colaterais são perigosos.
Eritropoietina (EPO ) e transfusões de sangue

Esportes de alta resistência, como maratonas, por exemplo, dependem do sistema de transporte de oxigênio do organismo. Um método legal para aumentar essa capacidade é treinar em grandes altitudes na preparação para competições no nível do mar. Porém, outros métodos mais "fáceis" são os EPO ou outros tipos de doping sanguíneos, que aumentam a capacidade de transporte de oxigênio do sangue. É o mesmo efeito de algumas transfusões de sangue, método usado antigamente, que aumentam o número de glóbulos vermelhos em circulação.
Hormônio do crescimento humano (HGH)
A sua popularidade é muito grande, já que é uma das substâncias mais eficazes, eficientes, difíceis de detectar e com menos efeitos colaterais. A medida em que os HGH realmente melhoram o desempenho ainda está em debate. Em adultos, que carecem dessas substâncias - já que seu organismo não mais as produz em quantidades suficientes -, a injeção dos hormônios aumenta a massa muscular e diminui a massa gorda. Apresenta, também, efeitos favoráveis sobre a capacidade de exercício, bem como melhoras na função renal e cardíaca.



Minha opinião sobre o fato é que doping existe em qualquer lugar do mundo não importa quão segura seja a fiscalização do exame. No caso do embate entre França e Espanha, pra mim, é dor de cotovelo dos franceses por causa da ascendência espanhola – fruto de muito investimento do governo e dos atletas em melhorar o esporte no país.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O maior campeão do Brasil Open


Foi uma honra estar no Ginásio do Ibirapuera. Filippo Volandri e Nicolás Almagro fizeram uma partidaça e até o último game do terceiro set era impossível saber quem venceria o jogo. Mas antes de falar da final de simples em si, vou fazer deste post um diário da minha tarde de domingo. Tentarei não me alongar muito, mas aqui vai.

Cheguei no ginásio por volta de meio-dia e para a minha sorte os melhores lugares do anel inferior ainda estavam vagos. Sentei ali com meu pai, vi Almagro treinar e às 13hs a primeira partida do dia começou, a final de duplas. Em cada lado da quadra haveria um brasileiro, então, para quem torcer? André Sá jogava com o eslovaco Michal Mertinak e Bruno Soares com o americano Eric Butorac. Como a última dupla foi até às quartas-de-final do Australian Open e parece ter um bom futuro, resolvi torcer para ela, mas claro, principalmente, para um bom jogo. E assim o foi. No primeiro set, a dupla brasuca-eslovaca levou a melhor, porque foi mais consistente e estava mais entrosada. No set seguinte, a dupla brasuca-americana melhorou nos voleios, Bruno Soares sacou demais e conseguiu levar a partida para um terceiro set, o que em duplas significa um tie-break de dez. Os pontos finais do jogo foram muito disputados e Soares/Butorac fecharam em 3/6 6/4 10/8.



A partida acabou quase às 15hs, eu estava com muita fome e lá fui para a fila básica de 30 minutos para um hamburger sem graça. Mas tudo bem, faz parte. O primeiro set da final de simples foi um susto só. Primeiro, Volandri surpreendeu e quebrou Almagro para fazer 3/0 e depois “levou um pneu” com o espanhol fechando o set em 6/3. O segundo set já foi bem mais equilibrado e os dois tenistas jogaram MUITO. Nos games de Almagro havia pouco jogo já que o espanhol disparou nada mais nada menos do que 18 aces na partida. Já quando o italiano Volandri sacava, ele dava show disputando os pontos com o backhand. E para delírio do público, o jogo foi para o terceiro set. Esse então foi mais equilibrado ainda. O italiano melhorou bastante o saque e os dois tenistas confirmavam seus serviços. Mas Almagro é mais completo, saca muito mais, bate com mais potência. Volandri, vindo de dois jogos muito longos e desgastantes contra Nalbandian e Bellucci, não resistiu. Final 6/3 4/6 6/4 e o espanhol se tornou o tenista que mais ganhou o Aberto do Brasil. Parabéns pela belíssima semana e pelo tricampeonato!



Eu saí do ginásio com uma sensação muito boa e muito feliz de ter presenciado esse dia histórico para o torneio. O público compareceu em massa e fez uma festa muito bonita.



Minhas observações sobre o torneio:

- Parabéns para Volandri que acabou com a festa de Nalbandian e Bellucci. Ele fez jogos muito longos, todos com a torcida contra e teve foco e  físico suficiente para ganhar. 

- CARLOS BERNARDES FOI O JUIZ DO JOGO DE SIMPLES!

- Precisa melhorar a estrutura de alimentação. Só há um restaurante com poucas opções de comida. Pelo menos mais um deveria ser aberto para os jogos de grande público.

- O prêmio foi de R$ 144.000. Para um torneio ATP é pouco. Se a organização quiser atrair mais tenistas de peso, deverá aumentar esse número.

- Guga e Meligeni não compareceram. Eu não sei se foi por falta de convite, mas achei isso uma pena. Eles são grande porta-vozes do esporte no país e deveriam estar lá para prestigiar essa nova fase.

- Por falar em falta de prestígio, o prefeito de São Paulo e o Ministro do Esporte mandaram representantes. O do prefeito ainda por cima foi vestido de bermuda e camiseta entregar um dos prêmios.

-Quem prestigiou mesmo foi o público que participou em peso e fez a festa. Tenho certeza que ano que vem será ainda melhor.

- E por último e não menos importante, faço um apelo à organização para que aumente a temperatura do ar condicionado do ginásio!

Outros resultados do dia:

- Federer venceu Del Potro por 6/1 6/4 no ATP 250 de Roterdã. Alguém ainda duvida dele?

- Em Doha, Azarenka venceu Stosur por 6/1 6/2. Alguém ainda duvida que ela é a melhor?  

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A folia que embala Nalbandian


O post de hoje é dedicado ao jogo que tinha tudo para ser a final e, ainda bem, que não foi. David Nalbandian e Gilles Simon prometiam fazer um jogo duro, com muitas trocas de bola e belas jogadas. Na verdade, isso é o que se esperava dos dois. Mas não foi bem assim. Com o quadril debilitado, o francês perdeu potência e a partida não foi mais do que um 6/3 6/2 pouco emocionante.

Mas seria um absurdo colocar toda a culpa do resultado no quadril de Simon. A verdade é que Nalbandian veio ao Brasil com tudo! Em uma entrevista para o canal SporTV2, o DJ do torneio (sim, todo torneio tem um DJ) comentou a escolha musical de cada tenista para entrar na quadra. E advinha qual é o hit do argentino.. “ai se eu te pego”. E é embalado pela música de Michel Teló, que ele vai “pegando” todo mundo e acabando com o jogo de quem passar pela frente. Ontem foi desse jeito.  A superioridade dele foi estrondosa, assim como o foco, o olho na bola.  

Nalbandian chegou a São Paulo e foi para a quadra da escola de samba Tom Maior, brincou sobre o trânsito da cidade e foi criticado pela folia. Mas analisando um pouquinho, acho que isso mostra que o tenista está em sintonia com o país do campeonato no qual está participando. Não houve exageros e o argentino vem conquistando não só vitórias, mas também a simpatia e o apoio da torcida brasileira.

A partida de hoje é contra o italiano Filippo Volandri, que é 69º do mundo. O ranking é melhor do que o do argentino, mas ninguém duvida do favoritismo de Nalbandian.  

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Zebras no Brasil e no mundo


O tênis é um esporte lindo e por isso nos proporciona belos espetáculos. Um bom exemplo foi o jogo de David Nalbandian contra Benoit Paire pelo Brasil Open. Primeiramente é importante dizer que ninguém sabia o que esperar desse jogo já que o francês é um desconhecido do circuito. O início foi nervoso, Paire perdeu de cara o primeiro game, houve um certo equilíbrio nos próximos, aí Nalbandian mostrou superioridade e fez 5/1. Pausa. Daí para frente, o argentino teve 7 set points e o francês, que estava jogando umas curtinhas murchas, elevou o nível da partida e fez 6/5. Foi quase um pneu. Então, depois de passear um pouquinho na Lua, Nalbandian resolveu voltar, procurou o tie-break e venceu. O 2º set foi menos complicado e o argentino passou às oitavas para enfrentar o também francês, Gilles Simon. O assunto do post em si não tem nada a ver com esse parágrafo, mas eu achei o jogo tão bonito e emocionante que resolvi dar um pequeno destaque ao assunto. Benoit Paire é desconhecido, mas tem um bom tênis e pode incomodar muita gente.

E vamos ao que interessa. Tivemos muitas surpresas hoje, principalmente em Doha, no feminino. Safarova venceu a cabeça-de-chave número 2 Caroline Wozniacki de virada por 4/6 6/4 7/6, Wickmayer venceu a cabeça-de-chave número 7 Francesca Schiavone por 7/6 6/4, Shahar Peer derrotou a cabeça-de-chave número 8 Jelena Jankovic por 7/6 6/2, Nisculescu venceu a cabeça-de-chave número 6 Vera Zvonareva (que desistiu do jogo) e Cetkovska venceu a cabeça-de-chave número 13 Ana Ivanovic por duplo 6/4. Em um dia foram 5 zebras em um mesmo torneio! Como eu disse no post de ontem, os jogos não passam aqui. Um pena porque está sendo um campeonato bem incomum.

Nós também tivemos uma zebra aqui pelo Brasil. Juan Carlos Ferrero, cabeça-de-chave número 6 (e um dos favoritos), perdeu na estréia contra o argentino Leonardo Mayer por 7/6 6/2. Eu não vi o jogo, mas os comentários apontam para um saque indefensável do vencedor. Perdemos, prematuramente, mais um grande jogador.

Já o jogo entre Bellucci e Mello só começou mesmo no 3º set. No primeiro, Bellucci anulou o adversário e ganhou por 6/0. No intervalo, Ricardo pediu atendimento, tirou o ritmo do compatriota e venceu o 2º set por 6/1 fácil. Aí chegou o 3º e o público viu jogo. Os dois correram muito, Bellucci sacou demais e atacou demais, foi superior e fechou em 6/3. Um placar estranho, mas com o resultado esperado.

Em Rotterdam nenhuma surpresa. O adversário de Roger Federer para as oitavas-de-final desistiu e o suiço tem folga amanhã.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

São Paulo, Rotterdam e Doha


Tem muita coisa acontecendo, mas nada de muito relevante. Essa semana temos três importantes torneios rolando: os ATPs de São Paulo e Rotterdam e o WTA de Doha. Vamos aos resultados parciais e aos comentários.

No Brasil, Ricardo Mello venceu o espanhol Pere Riba por 6/4 6/2 ontem e avançou para a segunda rodada quando enfrentará, infelizmente, Bellucci. O lado positivo é que haverá pelo menos um brasileiro nas quartas-de-final – que eu espero que seja Bellucci por ele ter mais chances de seguir em frente.

Agora à noite, tivemos nossa primeira baixa no campeonato com João Souza perdendo para Victor Hanescu por duplo 6/3. 

“O saque dele acabou fazendo a diferença. Quase não tive chances. (...) Já o meu oscilou um pouco, ele pôs pressão e sempre me fez jogar mais. Queria ter ido mais longe, mas lutei como pude” J.S
A última do dia foi a derrota precoce de Fernando Gonzaléz. O chileno, que já anunciou que vai se aposentar depois do Master 1000 de Miami, perdeu para o russo Igor Andreev por 6/3 6/2 (e pôs fim à minha sonhada final entre ele e o Simon).

Amanhã o negócio começa a esquentar. Tem o duelo brasileiro e Nalbandian e Ferrero em quadra (em partidas diferentes, calma!). Os jogos começam ao meio-dia. Vale a pena assistir e prestigiar o único ATP do país!

Continuando a falar dos homens, Roger Federer estréia amanhã em Rotterdam e essa é a notícia mais empolgante que eu posso dar sobre o torneio. Mas calma que esse ATP ainda vai ficar muito bom. A final esperada é entre o suiço e Del Potro, mas estão na briga Tomas Berdych, Marcos Baghdatis, Davydenko e outros grandões. É uma pena que os canais de esporte só estejam mostrando os jogos de São Paulo, porque Rotterdam, com certeza, apresentará espetáculos.

E por último e não menos importante, as meninas estão em Doha. Mais uma vez, não tenho ainda grandes resultados. Somente um me chamou a atenção que foi a vitória da Kirilenko sobre a Zheng por 6/3 3/6 6/3. Não que isso fosse uma surpresa, mas acredito que tenha sido um jogo precoce para a primeira rodada e infelizmente a chinesa levou a pior. Amanhã, as melhores do mundo estréiam e nós veremos se vai haver alguma zebra.

Agora, uma notícia fresquinha e triste. Kim Clijsters anunciou que não irá participar do Master 1000 de Indian Wells. A belga sofre de uma lesão no tornozelo e já sinalizou que 2012 será seu último ano em torneios WTA. Uma pena.

E como hoje é dia dos namorados em boa parte do mundo, nada melhor do que acabar este post celebrando o amor e a alegria com o número 1 do mundo. 


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Início da temporada de saibro


A temporada de saibro (e de torneios na América do Sul) teve início na semana passada com o ATP de Viña del Mar. O torneio de 250 pontos voltou à cidade depois de uma passagem por Santiago e marcou a volta de Fernando González ao circuito.

O campeonato, vencido pelo argentino Juan Monaco, teve a participação de três brasileiros: Bellucci, João Souza e Ricardo Mello. O destaque foi Souza, que chegou às quartas-de-final tendo derrotado González e voltou ao top 100 do ranking da ATP.

O próximo torneio será o Brasil Open, começando no dia 11, agora em São Paulo. Se possível, farei posts diários e um bem especial para a final – já que estarei lá para conferir de perto!

Por falar em Brasil Open e João Souza, o brasileiro conseguiu uma vaga na chave principal do torneio. Foi anunciado ontem que o espanhol Tommy Robredo desistiu de participar visto que ele teve o adutor rompido e deverá fazer uma cirurgia. Isso, aliado à desistência do argentino Juan Inácio Chela, fez com que Souza conseguisse a vaga pela terceira vez no campeonato.

Sobre a temporada da América do Sul eu tenho duas observações:

- É interessante ver como esses torneios promovem os tenistas sul-americanos. É  sempre nessa época em que eles ganham mais pontos e conseguem subir no ranking. Nunca fui a nenhum, mas acredito que o apoio da torcida deva ser bastante estimulante e necessário para que tantos triunfem por aqui.

- Ao mesmo tempo, os próximos Master 1000 (Indian Wells e Miami) são em quadra dura. Ou seja, toda a adaptação dos tenistas sul-americanos que jogam fevereiro no saibro acaba não sendo muito eficaz. Porém, logo depois de Miami vem Monte Carlo que já é no saibro e acaba que os tenistas que ainda não jogaram nesse piso são prejudicados e os que já jogaram vem sem ritmo. Conclusão: calendário mal feito. 

E o Laureus vai para... Novak Djokovic!


Todo mundo gosta de ter seu trabalho reconhecido e é para isso que existem as premiações. No caso do esporte, o troféu de maior consagração é o Laureus, que é entregue ao melhor esportista masculino, feminino,  de esportes radicais, à revelação e retorno do ano, ao melhor time e atleta paraolímpico. O prêmio, que já foi recebido por Roger Federer quatro vezes e por Rafael Nadal uma vez, tem mais um tenista na lista de de grandes campeões: Novak Djokovic.

O sérvio, que concorria com Usain Bolt (atletismo), Cadel Evans (ciclismo), Lionel Messi (futebol), Dirk Nowitzki (basquete) e Sebastian Vettel (automobilismo), fez uma das melhores temporadas de tênis da história: venceu 70 partidas e ganhou três dos quatro Grand Slams, cinco Master 1000 e 12 milhões de dólares em premiação. Troféu mais do que merecido, não é ?


Para mais informações sobre as outras categorias, acesse www.laureus.com

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Bye Bye, Australia


Depois de duas semanas maravilhosas, nossos campeões (e vice-campeões) já deixaram a festa da Austrália de lado e partiram para seus próximos compromissos. Confira o que Djoko, Nadal, Azarenka e Sharapova estão fazendo  ;)

Sérvio, espanhol e russa rumaram para casa. Os meninos voltam aos treinos enquanto Sharapova se prepara para jogar as quartas-de-final da Fed Cup no Sábado contra a Espanha.











Azarenka desviou a rota e foi diretamente para os EUA participar do The Ellen DeGeneres Show. A nova número 1 do mundo falou sobre já ter pensado em desistir do tênis e acabou ganhando um presentão da Ellen. Vejam só  ;)



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Os principais coadjuvantes do tênis


Resolvi fazer este post por diversos motivos. Desde que soube que um dos mais requisitados juízes do circuito profissional de tênis é brasileiro, comecei a pensar sobre o trabalho dessas pessoas. Será que eles são tenistas frustrados? Como se faz para ser juíz de tênis? Qual é realmente o trabalho deles?

Me intriga, porque obviamente todos gostam do esporte, sabem as regras, possivelmente já devem ter jogado (ou ainda jogam quando dá), mas eles acabaram escolhendo uma profissão em que estão perto dos seus maiores ídolos, tem grande poder para influenciar as suas carreiras, estão na quadra junto deles, mas não podem aparecer. Porque juíz bom é aquele que ninguém nota.

No Australian Open, como eu já vinha comentando, os juízes tiveram um papel significativo em alguns jogos – tudo por causa do tal “desafio”. Alguns deixavam o tenista pedir a revisão depois de ter olhado uma possível marca, outros não e uma unanimidade foi a falta de marcação. Os comentaristas da ESPN até levantaram a hipótese de que eles haviam sido instruídos a realmente não marcar e deixar o jogador pedir o “desafio”.

Aí, eu me deparei com esse vídeo do Australian Open que conta um pouquinho sobre a rotina dos juízes e um outro vídeo com a opinião dos jogadores sobre o que seria um bom juíz. Vale a pena conferir! 





E para você, o que um juíz deve ter para ser um bom profissional? Comente.  ;)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Duelo de titãs




Caramba! Caramba! Caramba! Infinitos parabéns para Rafael Nadal e Novak Djokovic. Se fosse possível dar dois troféus, esses dois tenistas sairiam formalmente como vencedores da final do Australian Open. Não há palavras que descrevam a emoção e o orgulho que Rafa e Nole proporcionaram aos admiradores e telespectadores de tênis do mundo todo.

Como já se esperava, o jogo todo foi muito disputado. O primeiro set foi o único meio “sem graça” – apesar do placar final 7/5 – pois parecia que Djoko ainda não tinha encontrado o melhor do seu jogo. Aí quando Nadal fechou, ficou aquela dúvida sobre o quanto a partida com Murray afetou o sérvio. Porém, tudo não passou de um mero e longínquo pensamento já que no segundo set, Nole voltou com ataques super possantes e igualou a partida com um 6/4. Nos games seguintes, nada mudou. Nadal continuou lutando e Djokovic não perdoando com direitas fantásticas e excelente pontaria. 6/2 para o sérvio e o jogo tinha mudado de dono.

Mas ninguém poderia esquecer de quem estava do outro lado da quadra: o cara que nunca desiste. O 4º set começou bem empatado e continuou assim. Vale chamar a atenção para quando a chuva começou no 4/3 Djokovic e o espanhol sacando em 0/40. Nadal não quis nem saber de pararem a partida para fechar o teto e esperou conseguir empatar o set para, aí sim, reclamar que estava chuvendo. Jogo parado por uns 15 minutos, tie-break e set pro espanhol.

Já dizia Boris Becker que no 5º set de um Grand Slam esquece-se técnica e vence quem tem mais raça. E nesse caso, até o último ponto ninguém sabia quem sairia vencedor. Novak Djokovic sacou um pouquinho melhor, atacou um pouquinho melhor, se defendeu um pouquinho melhor. Tudo muito pouquinho melhor. E mostrou porque é o melhor jogador de tênis do mundo. Depois de 5 horas e 53 minutos de jogo  - a final de Slam mais longa da história – o sérvio fez 7/5 e venceu Rafael Nadal pela 7ª vez consecutiva em uma final. Dizem as más línguas que o espanhol virou freguês.

Na verdade, em um jogo como esse, não importa muito quem venceu. O que esses dois jogadores fizeram foi proporcionar um belíssimo espetáculo ao mundo. Que venham outras finais como essa!

Agora, algumas observações:

- Quem acompanhou todo o jogo pode perceber que a maior parte das vezes que Nadal pedia um desafio ele ia olhar a marca e/ou para o time e só depois pedia o Hawk-Eye. O juiz francês, Pascal Maria, deixou todas as vezes. Será que Carlos Bernardes também deixaria?

- Por falar em juiz, infelizmente, os juizes tiveram uma grande participação nesse Australian Open. Ficou clara a falta de marcação, os erros de marcação e o desentendimento sobre o tempo para se pedir o desafio.

- Não fiz nenhum post sobre a final feminina, porque não tenho muito o que comentar. A superioridade de Azarenka ficou óbvia. Sharapova tentou, mas o 6/3 6/0 foi um jogo muito chato.

- Parece impossível, mas Novak Djokovic tem muita chance de fazer o que fez ano passado.
   

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A força de Djokovic




Antes de mais nada, parabéns a Andy Murray  e Novak Djokovic. Fazer uma partida de 4hs e 50 min não é fácil para ninguém e apesar da exaustão de ambos, foi preciso muita força de vontade para fazer o que eles fizeram.

Esse foi um jogo diferente do de ontem. Hoje, a partida foi muitas vezes chata (confesso que cochilei em alguns momentos) e requereu do espectador muita paciência – e para os fãs de Djoko e Murray um coração em bom estado. Os dois tenistas oscilaram demais, cometeram ao todo 155 erros não forçados, fizeram ralis com mais de 50 trocas de bola, estudaram muito um ao outro, correram absurdamente (Murray então tadinho...) e sobreviveu quem teve melhor preparo psicológico.

Quando eu comecei a assistir ao jogo, tava no primeiro set 3/2 Djokovic com saque. Não demorou muito tempo e ele fechou em 6/3. Murray ainda não tinha entrado na partida, tava jogando umas bolinhas no meio da quadra, os golpes estavam sem potência e o saque fraco. Tudo estava indicando que o jogo seria rápido.

No segundo set, o escocês também começou mal, mas conseguiu uma recuperação incrível e devolveu os 6/3. Aí eu paro um pouco de falar do jogo para falar do estilo do Murray. O britânico, normalmente, tem um saque bem decente com uma bola alta que incomoda principalmente se for no backhand. Além disso, o cara sabe se defender como poucos, ele é quase um Nadal. Digo quase porque o espanhol não só se defende como contra-ataca e ganha o ponto, já Murray não consegue o mesmo feito. O jogo dele é de paciência, é de trocar bolinha do fundo da quadra e esperar o erro do outro. Se o oponente ataca, ele se defende. O problema é que para vencer um Slam, você não pode ficar só se defendendo, você tem que ter personalidade, assumir o risco e partir para a briga. E foi isso que Murray fez no segundo e set e empatou o jogo.

Voltando então para a análise da partida, o início do terceiro set foi bem apertado. O primeiro game então deve ter demorado uns 10 minutos, pelo menos. Porém, o esforço físico foi tão grande que lá pro meio do set os dois estavam cansados, errando bolas fáceis e terminando os games rapidamente. No final, Murray resolveu atacar e ganhou o set 7/6. Nesse momento todo mundo que estava assistindo ao jogo parou um pouco para pensar. Será que Murray iria vencer?

No quarto set, porém, o cansaço bateu no britânico e um ágil Djokovic ganhou por um fácil 6/1. E estava tudo igual de novo. No último set, Murray voltou a ser guerreiro, saiu de 2/5 para 5/5, teve break point, não aproveitou e Djokovic venceu a partida com 7/5. 

Eu gostaria de saber o que Lendl falou para o pupilo quando eles se viram no vestiário.

O jogo não foi bonito como o de ontem, não teve tanta qualidade e técnica, mas teve drama de sobra. Foi muito legal ver a recuperação dos dois ao longo da partida, como eles cansavam, mas sempre encontravam uma motivação para continuar. Djokovic e Murray são dois exemplos de tenistas.

Palpites para domingo? Não tenho. Só sei que, como todo Djokovic x Nadal, será um jogaço.

Amanhã tem a final das meninas. Acho que a experiência da Sharapova pode fazer a diferença, mas a Azarenka tá jogando muito tênis. Será outro jogaço.    

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A 18ª de Nadal



Os fãs de Rafael Nadal que me desculpem, mas o Federer perdeu a partida.

Esses dois jogadores tem estilos de jogo completamente diferentes e quando eu digo completamente é completamente MESMO. Tudo começa pela nacionalidade de Rafa e Federer. Um é espanhol, o outro é suiço. Um é latino e o outro germâmico. Nadal vibra a cada ponto, Federer vibra (talvez) a cada final de set ganho. O box do Rafael tem gente em pé, gente gritando e gesticulando a cada ponto. Já o box do Roger tem um técnico com cara amarrada séria e uma esposa que, coitada, sofre calada (e sofre mesmo. É só ver as caras que ela faz).

A verdade é que talento às vezes pode ser um problema. Hoje foi só mais um exemplo disso. Roger Federer é dono de um dom muito especial, ele sabe disso e abusa dele sempre que pode (e não pode). O suiço não gosta de seguir muitas táticas, ele joga na intuição e pronto (isso explica porque ele ficou muito tempo sem técnico e me faz acreditar que Paul Annacone deve ter muita dificuldade de disciplinar o suiço). Aí acontece que contra os jogadores normais, o Federer faz o que quer, pode até perder um set, mas o talento dá conta do recado e ele normalmente vence. Já contra Rafael Nadal, que não é um jogador normal, ele não pode fazer isso, mas faz. Eu acho que às vezes o Federer se esquece de quem está do outro lado da quadra e subestima o adversário.

Hoje, como nas outras 17 vezes em que ele perdeu para o espanhol, Federer jogou umas bolas que era claro que Nadal iria pegar. Aliás, não existe muito esse negócio de bola indefensável contra o espanhol. Sabendo disso, o suiço não deveria dar nenhuma bola como ganha, não deveria ir para a rede com voleios no meio da quadra, deveria atacar SEMPRE o backhand do adversário e sacar e volear muito raramente. Mas não é que ele insiste em não dar bola para essas táticas e faz o que dá na telha?!

Aí entra um outro componente, que é na verdade o principal deles. Perder para Nadal parece ferir mais do que perder para qualquer outro jogador. É claro que o suiço fica transtornado quando perde um set e muito mais quando perde o jogo. Federer tem os “momentos viagens” dele na maioria das partidas, inclusive contra Nadal. É exatamente nessas horas em que o espanhol aproveita, quebra e vence. Essas viajadas ficam por conta do talento do Federer e e os aproveitamentos do Nadal ficam por conta dele ser quem é. Aí, quando o suiço volta para o jogo já é tarde demais. Ele já perdeu muitos break points, já perdeu muitos saques, não dá pra voltar atrás.

Hoje, isso aconteceu no 1º set quando estava 4/1 Federer e Nadal conseguiu levar o jogo para o tie break. Nesse momento ainda deu tempo de se recuperar e ele ganhou o set. No game seguinte, o suiço quebrou o espanhol e em vez de confirmar a quebra, cometeu 3 erros bobos e perdeu o saque. Conclusão: set Nadal 6/2. No terceiro set foram incontáveis as oportunidades que o suiço teve de ganhar. No tie break ele deixou Nadal abrir 6/1, lutou, chegou a 6/5, mas perdeu o ponto principal. E finalmente no último set, mais oportunidades de quebra e mais viagens. Aí também ele estava nervoso, com uma pressão enorme nas costas e a mão pesou várias vezes. Assim, perdeu de 4/6. Dois golpes chamaram a atenção nessa partida: a direita do suiço que parou muitas vezes na rede ou na área de duplas e o saque fechado do espanhol que fez um grande estrago.

Quando digo que Federer perdeu, não estou desmerecendo o jogador que é o Nadal. Que ele é fora do normal, tem uma vontade imensa de jogar tênis, que ele empolga, emociona, faz a gente vibrar e é um dos melhores tenistas do mundo, eu sei e o admiro demais por isso. Só que na minha opinião, o Federer tem potencial para ser melhor jogador. Se o suiço parasse de perder o foco nas partidas contra o espanhol, Nadal não ganharia uma, porque tática e talento juntos são invencíveis.

O psicológico do Federer quanto ao Nadal já melhorou muito, na minha opinião. Para quem acompanha a rivalidade dos dois desde o início, você vai lembrar das partidas em que Federer já abaixava a cabeça no 2º set e na vez em que ele perdeu de zero em Roland Garros. Hoje, o suiço consegue carregar bem os sets e fazer excelentes partidas, ele tem motivação para encarar o jogo até o final e dar um belo espetáculo. Mérito do espanhol, é claro, aproveitar as oportunidades abertas pelo suiço (apesar de eu achar que isso é mais do que obrigação de qualquer que seja o jogador). Nadal faz muito poucas alterações no seu jogo contra Federer e o suiço já deveria saber como ganhar dele. Bom, não foi dessa vez que aprendeu.

Podemos tirar algumas conclusões dessa partida:

- Vale a pena acordar às 6:30 da manhã para assistir a Nadal vs Federer.

- Nadal está mais do que nunca motivado para não só ganhar o torneio, mas para fazer uma excelente temporada e recuperar o número 1.

- Aposentadoria não é uma palavra que está no dicionário de Roger Federer.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O 10º dia de Australian Open e alguns palpites


E as semis do Australian Open já estão decididas.

O jogo entre Kvitova (2) e a italiana Sara Errani foi muito bom. A partida começou tensa (a própria tcheca admitiu na entrevista pós-jogo que estava muito nervosa no início por causa do extremo favoritismo em cima dela). Quem viu, pode perceber que Kvitova teve dificuldades até porque a italiana é osso duro de roer, chegava em todas as bolas e contra-atacava, além de ter habilidade como poucas.

Kvitova, obviamente, não aliviou para a oponente e colocou Errani para correr. Depois de um certo tempo de jogo, ficou difícil para a italiana manter o ritmo e essa é a grande diferença entre uma top 10 e o resto das jogadoras – consistência. Errani lutou até o fim, mas a superioridade e constância de Kvitova eram notórias. Não deu outra e a tcheca ganhou 6/4 6/4.

Quem viu o jogo também deve ter percebido a similaridade do grito de Errani com o da compatriota Schiavone. Acho que a escola italiana de tênis também treina para que os berros em quadra sejam iguais.    

O último jogo das quartas-de-final feminina foi o de Maria Sharapova e Ekaterina Makarova. Não acho que tenha muito o que comentar sobre essa partida, porque a superiodade e consistência da Sharapova fizeram do jogo algo meio monótono de ver. As parciais foram  6/2 6/3.

As semis do feminino começam amanhã às 00:30. Meus palpites são que Clijsters ganha contra Azarenka e Sharapova ganha contra Kvitova - isso é baseado no que as tenistas vem apresentando nesse Australian Open. Se você for partir do ranking e do histórico de jogos, a bielorrusa e a tcheca são favoritas. Veremos o que acontece.

As quartas-de-final masculinas continuaram com Murray e Nishikori. O escocês fez um jogo fácil, o que já era de se esperar visto que o japonês tinha feito um jogo de mais de quatro horas para vencer Tsonga. Nishikori é baixo para os padrões do tênis, não tem um saque muito bom e o que faz dele um jogador top 30 é a sua disposição física. Com ela abalada, ficou difícil jogar contra o britânico que ainda não precisou gastar muito do físico até agora. As parciais foram 6/3 6/3 6/1.

E para fechar a chave masculina de simples, o jogo mais esperado do dia: Djokovic x Ferrer. O ponto  ser ressaltado da partida é, infelizmente, um momento do segundo set em que Nole para e coloca a mão na coxa esquerda sinalizando uma possível contusão. Nessa hora, o espanhol cresce e fica melhor na partida, mas, como o número 1 não está no topo à toa, Djokovic deu a volta por cima e fechou a partida em três sets 6/4 7/6 6/1.

Sobre a dor da coxa, ele disse:  

" Well, luckily for me it wasn't something that stayed there for long time.  It was just a, you know, sudden pain.  

But, look, you could expect before coming to this match that it's going to be very physical.  David makes you run, makes you play an extra shot, makes you earn your points." Djokovic


Podemos esperar belíssimos jogos, porque:

- Federer e Nadal irão fazer uma semi em Grand Slam, o que não acontecia desde de Roland Garros 2005. Jogar uma semi é diferente de jogar uma final, então acho que será uma partida bem interessante.

- Federer fez jogos mais fáceis e menos desgastantes do que Nadal, o que conta, é claro, mas não podemos esquecer que o espanhol cresce em jogos contra o suiço.

- Murray, pelo visto, está bastante motivado por causa do novo técnico. Seu jogo está bem consistente, o físico e o psicológico impecável. Já Djokovic, fez uma boa campanha, mas perdeu um set para Hewitt e teve um problema na coxa contra Ferrer, ou seja, não sabemos ao certo como está o físico do sérvio.