domingo, 29 de janeiro de 2012

Duelo de titãs




Caramba! Caramba! Caramba! Infinitos parabéns para Rafael Nadal e Novak Djokovic. Se fosse possível dar dois troféus, esses dois tenistas sairiam formalmente como vencedores da final do Australian Open. Não há palavras que descrevam a emoção e o orgulho que Rafa e Nole proporcionaram aos admiradores e telespectadores de tênis do mundo todo.

Como já se esperava, o jogo todo foi muito disputado. O primeiro set foi o único meio “sem graça” – apesar do placar final 7/5 – pois parecia que Djoko ainda não tinha encontrado o melhor do seu jogo. Aí quando Nadal fechou, ficou aquela dúvida sobre o quanto a partida com Murray afetou o sérvio. Porém, tudo não passou de um mero e longínquo pensamento já que no segundo set, Nole voltou com ataques super possantes e igualou a partida com um 6/4. Nos games seguintes, nada mudou. Nadal continuou lutando e Djokovic não perdoando com direitas fantásticas e excelente pontaria. 6/2 para o sérvio e o jogo tinha mudado de dono.

Mas ninguém poderia esquecer de quem estava do outro lado da quadra: o cara que nunca desiste. O 4º set começou bem empatado e continuou assim. Vale chamar a atenção para quando a chuva começou no 4/3 Djokovic e o espanhol sacando em 0/40. Nadal não quis nem saber de pararem a partida para fechar o teto e esperou conseguir empatar o set para, aí sim, reclamar que estava chuvendo. Jogo parado por uns 15 minutos, tie-break e set pro espanhol.

Já dizia Boris Becker que no 5º set de um Grand Slam esquece-se técnica e vence quem tem mais raça. E nesse caso, até o último ponto ninguém sabia quem sairia vencedor. Novak Djokovic sacou um pouquinho melhor, atacou um pouquinho melhor, se defendeu um pouquinho melhor. Tudo muito pouquinho melhor. E mostrou porque é o melhor jogador de tênis do mundo. Depois de 5 horas e 53 minutos de jogo  - a final de Slam mais longa da história – o sérvio fez 7/5 e venceu Rafael Nadal pela 7ª vez consecutiva em uma final. Dizem as más línguas que o espanhol virou freguês.

Na verdade, em um jogo como esse, não importa muito quem venceu. O que esses dois jogadores fizeram foi proporcionar um belíssimo espetáculo ao mundo. Que venham outras finais como essa!

Agora, algumas observações:

- Quem acompanhou todo o jogo pode perceber que a maior parte das vezes que Nadal pedia um desafio ele ia olhar a marca e/ou para o time e só depois pedia o Hawk-Eye. O juiz francês, Pascal Maria, deixou todas as vezes. Será que Carlos Bernardes também deixaria?

- Por falar em juiz, infelizmente, os juizes tiveram uma grande participação nesse Australian Open. Ficou clara a falta de marcação, os erros de marcação e o desentendimento sobre o tempo para se pedir o desafio.

- Não fiz nenhum post sobre a final feminina, porque não tenho muito o que comentar. A superioridade de Azarenka ficou óbvia. Sharapova tentou, mas o 6/3 6/0 foi um jogo muito chato.

- Parece impossível, mas Novak Djokovic tem muita chance de fazer o que fez ano passado.
   

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A força de Djokovic




Antes de mais nada, parabéns a Andy Murray  e Novak Djokovic. Fazer uma partida de 4hs e 50 min não é fácil para ninguém e apesar da exaustão de ambos, foi preciso muita força de vontade para fazer o que eles fizeram.

Esse foi um jogo diferente do de ontem. Hoje, a partida foi muitas vezes chata (confesso que cochilei em alguns momentos) e requereu do espectador muita paciência – e para os fãs de Djoko e Murray um coração em bom estado. Os dois tenistas oscilaram demais, cometeram ao todo 155 erros não forçados, fizeram ralis com mais de 50 trocas de bola, estudaram muito um ao outro, correram absurdamente (Murray então tadinho...) e sobreviveu quem teve melhor preparo psicológico.

Quando eu comecei a assistir ao jogo, tava no primeiro set 3/2 Djokovic com saque. Não demorou muito tempo e ele fechou em 6/3. Murray ainda não tinha entrado na partida, tava jogando umas bolinhas no meio da quadra, os golpes estavam sem potência e o saque fraco. Tudo estava indicando que o jogo seria rápido.

No segundo set, o escocês também começou mal, mas conseguiu uma recuperação incrível e devolveu os 6/3. Aí eu paro um pouco de falar do jogo para falar do estilo do Murray. O britânico, normalmente, tem um saque bem decente com uma bola alta que incomoda principalmente se for no backhand. Além disso, o cara sabe se defender como poucos, ele é quase um Nadal. Digo quase porque o espanhol não só se defende como contra-ataca e ganha o ponto, já Murray não consegue o mesmo feito. O jogo dele é de paciência, é de trocar bolinha do fundo da quadra e esperar o erro do outro. Se o oponente ataca, ele se defende. O problema é que para vencer um Slam, você não pode ficar só se defendendo, você tem que ter personalidade, assumir o risco e partir para a briga. E foi isso que Murray fez no segundo e set e empatou o jogo.

Voltando então para a análise da partida, o início do terceiro set foi bem apertado. O primeiro game então deve ter demorado uns 10 minutos, pelo menos. Porém, o esforço físico foi tão grande que lá pro meio do set os dois estavam cansados, errando bolas fáceis e terminando os games rapidamente. No final, Murray resolveu atacar e ganhou o set 7/6. Nesse momento todo mundo que estava assistindo ao jogo parou um pouco para pensar. Será que Murray iria vencer?

No quarto set, porém, o cansaço bateu no britânico e um ágil Djokovic ganhou por um fácil 6/1. E estava tudo igual de novo. No último set, Murray voltou a ser guerreiro, saiu de 2/5 para 5/5, teve break point, não aproveitou e Djokovic venceu a partida com 7/5. 

Eu gostaria de saber o que Lendl falou para o pupilo quando eles se viram no vestiário.

O jogo não foi bonito como o de ontem, não teve tanta qualidade e técnica, mas teve drama de sobra. Foi muito legal ver a recuperação dos dois ao longo da partida, como eles cansavam, mas sempre encontravam uma motivação para continuar. Djokovic e Murray são dois exemplos de tenistas.

Palpites para domingo? Não tenho. Só sei que, como todo Djokovic x Nadal, será um jogaço.

Amanhã tem a final das meninas. Acho que a experiência da Sharapova pode fazer a diferença, mas a Azarenka tá jogando muito tênis. Será outro jogaço.    

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A 18ª de Nadal



Os fãs de Rafael Nadal que me desculpem, mas o Federer perdeu a partida.

Esses dois jogadores tem estilos de jogo completamente diferentes e quando eu digo completamente é completamente MESMO. Tudo começa pela nacionalidade de Rafa e Federer. Um é espanhol, o outro é suiço. Um é latino e o outro germâmico. Nadal vibra a cada ponto, Federer vibra (talvez) a cada final de set ganho. O box do Rafael tem gente em pé, gente gritando e gesticulando a cada ponto. Já o box do Roger tem um técnico com cara amarrada séria e uma esposa que, coitada, sofre calada (e sofre mesmo. É só ver as caras que ela faz).

A verdade é que talento às vezes pode ser um problema. Hoje foi só mais um exemplo disso. Roger Federer é dono de um dom muito especial, ele sabe disso e abusa dele sempre que pode (e não pode). O suiço não gosta de seguir muitas táticas, ele joga na intuição e pronto (isso explica porque ele ficou muito tempo sem técnico e me faz acreditar que Paul Annacone deve ter muita dificuldade de disciplinar o suiço). Aí acontece que contra os jogadores normais, o Federer faz o que quer, pode até perder um set, mas o talento dá conta do recado e ele normalmente vence. Já contra Rafael Nadal, que não é um jogador normal, ele não pode fazer isso, mas faz. Eu acho que às vezes o Federer se esquece de quem está do outro lado da quadra e subestima o adversário.

Hoje, como nas outras 17 vezes em que ele perdeu para o espanhol, Federer jogou umas bolas que era claro que Nadal iria pegar. Aliás, não existe muito esse negócio de bola indefensável contra o espanhol. Sabendo disso, o suiço não deveria dar nenhuma bola como ganha, não deveria ir para a rede com voleios no meio da quadra, deveria atacar SEMPRE o backhand do adversário e sacar e volear muito raramente. Mas não é que ele insiste em não dar bola para essas táticas e faz o que dá na telha?!

Aí entra um outro componente, que é na verdade o principal deles. Perder para Nadal parece ferir mais do que perder para qualquer outro jogador. É claro que o suiço fica transtornado quando perde um set e muito mais quando perde o jogo. Federer tem os “momentos viagens” dele na maioria das partidas, inclusive contra Nadal. É exatamente nessas horas em que o espanhol aproveita, quebra e vence. Essas viajadas ficam por conta do talento do Federer e e os aproveitamentos do Nadal ficam por conta dele ser quem é. Aí, quando o suiço volta para o jogo já é tarde demais. Ele já perdeu muitos break points, já perdeu muitos saques, não dá pra voltar atrás.

Hoje, isso aconteceu no 1º set quando estava 4/1 Federer e Nadal conseguiu levar o jogo para o tie break. Nesse momento ainda deu tempo de se recuperar e ele ganhou o set. No game seguinte, o suiço quebrou o espanhol e em vez de confirmar a quebra, cometeu 3 erros bobos e perdeu o saque. Conclusão: set Nadal 6/2. No terceiro set foram incontáveis as oportunidades que o suiço teve de ganhar. No tie break ele deixou Nadal abrir 6/1, lutou, chegou a 6/5, mas perdeu o ponto principal. E finalmente no último set, mais oportunidades de quebra e mais viagens. Aí também ele estava nervoso, com uma pressão enorme nas costas e a mão pesou várias vezes. Assim, perdeu de 4/6. Dois golpes chamaram a atenção nessa partida: a direita do suiço que parou muitas vezes na rede ou na área de duplas e o saque fechado do espanhol que fez um grande estrago.

Quando digo que Federer perdeu, não estou desmerecendo o jogador que é o Nadal. Que ele é fora do normal, tem uma vontade imensa de jogar tênis, que ele empolga, emociona, faz a gente vibrar e é um dos melhores tenistas do mundo, eu sei e o admiro demais por isso. Só que na minha opinião, o Federer tem potencial para ser melhor jogador. Se o suiço parasse de perder o foco nas partidas contra o espanhol, Nadal não ganharia uma, porque tática e talento juntos são invencíveis.

O psicológico do Federer quanto ao Nadal já melhorou muito, na minha opinião. Para quem acompanha a rivalidade dos dois desde o início, você vai lembrar das partidas em que Federer já abaixava a cabeça no 2º set e na vez em que ele perdeu de zero em Roland Garros. Hoje, o suiço consegue carregar bem os sets e fazer excelentes partidas, ele tem motivação para encarar o jogo até o final e dar um belo espetáculo. Mérito do espanhol, é claro, aproveitar as oportunidades abertas pelo suiço (apesar de eu achar que isso é mais do que obrigação de qualquer que seja o jogador). Nadal faz muito poucas alterações no seu jogo contra Federer e o suiço já deveria saber como ganhar dele. Bom, não foi dessa vez que aprendeu.

Podemos tirar algumas conclusões dessa partida:

- Vale a pena acordar às 6:30 da manhã para assistir a Nadal vs Federer.

- Nadal está mais do que nunca motivado para não só ganhar o torneio, mas para fazer uma excelente temporada e recuperar o número 1.

- Aposentadoria não é uma palavra que está no dicionário de Roger Federer.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O 10º dia de Australian Open e alguns palpites


E as semis do Australian Open já estão decididas.

O jogo entre Kvitova (2) e a italiana Sara Errani foi muito bom. A partida começou tensa (a própria tcheca admitiu na entrevista pós-jogo que estava muito nervosa no início por causa do extremo favoritismo em cima dela). Quem viu, pode perceber que Kvitova teve dificuldades até porque a italiana é osso duro de roer, chegava em todas as bolas e contra-atacava, além de ter habilidade como poucas.

Kvitova, obviamente, não aliviou para a oponente e colocou Errani para correr. Depois de um certo tempo de jogo, ficou difícil para a italiana manter o ritmo e essa é a grande diferença entre uma top 10 e o resto das jogadoras – consistência. Errani lutou até o fim, mas a superioridade e constância de Kvitova eram notórias. Não deu outra e a tcheca ganhou 6/4 6/4.

Quem viu o jogo também deve ter percebido a similaridade do grito de Errani com o da compatriota Schiavone. Acho que a escola italiana de tênis também treina para que os berros em quadra sejam iguais.    

O último jogo das quartas-de-final feminina foi o de Maria Sharapova e Ekaterina Makarova. Não acho que tenha muito o que comentar sobre essa partida, porque a superiodade e consistência da Sharapova fizeram do jogo algo meio monótono de ver. As parciais foram  6/2 6/3.

As semis do feminino começam amanhã às 00:30. Meus palpites são que Clijsters ganha contra Azarenka e Sharapova ganha contra Kvitova - isso é baseado no que as tenistas vem apresentando nesse Australian Open. Se você for partir do ranking e do histórico de jogos, a bielorrusa e a tcheca são favoritas. Veremos o que acontece.

As quartas-de-final masculinas continuaram com Murray e Nishikori. O escocês fez um jogo fácil, o que já era de se esperar visto que o japonês tinha feito um jogo de mais de quatro horas para vencer Tsonga. Nishikori é baixo para os padrões do tênis, não tem um saque muito bom e o que faz dele um jogador top 30 é a sua disposição física. Com ela abalada, ficou difícil jogar contra o britânico que ainda não precisou gastar muito do físico até agora. As parciais foram 6/3 6/3 6/1.

E para fechar a chave masculina de simples, o jogo mais esperado do dia: Djokovic x Ferrer. O ponto  ser ressaltado da partida é, infelizmente, um momento do segundo set em que Nole para e coloca a mão na coxa esquerda sinalizando uma possível contusão. Nessa hora, o espanhol cresce e fica melhor na partida, mas, como o número 1 não está no topo à toa, Djokovic deu a volta por cima e fechou a partida em três sets 6/4 7/6 6/1.

Sobre a dor da coxa, ele disse:  

" Well, luckily for me it wasn't something that stayed there for long time.  It was just a, you know, sudden pain.  

But, look, you could expect before coming to this match that it's going to be very physical.  David makes you run, makes you play an extra shot, makes you earn your points." Djokovic


Podemos esperar belíssimos jogos, porque:

- Federer e Nadal irão fazer uma semi em Grand Slam, o que não acontecia desde de Roland Garros 2005. Jogar uma semi é diferente de jogar uma final, então acho que será uma partida bem interessante.

- Federer fez jogos mais fáceis e menos desgastantes do que Nadal, o que conta, é claro, mas não podemos esquecer que o espanhol cresce em jogos contra o suiço.

- Murray, pelo visto, está bastante motivado por causa do novo técnico. Seu jogo está bem consistente, o físico e o psicológico impecável. Já Djokovic, fez uma boa campanha, mas perdeu um set para Hewitt e teve um problema na coxa contra Ferrer, ou seja, não sabemos ao certo como está o físico do sérvio.    

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Perfil: Ekaterina Makarova


Ekaterina Makarova parece gostar de brincar de zebra. A tenista já venceu Azarenka, Samantha Stosur, Ivanovic, Zvonareva, Kanepi e algumas outras, mas seu maior ranking foi a 29ª posição em junho de 2011.

Nascida em Moscou do dia 7 de junho de 1988, Makarova começou a jogar tênis aos 6 anos quando foi apresentada ao esporte por amigos. Ela é canhota e se tornou profissional em 2004. Inicialmente, Ekaterina se destacou como jogadora de duplas e já ganhou 10 torneios, sendo um WTA. Sua carreira é feita de altos e baixos e vitórias surpreendentes.

Sua primeira vitória sobre um top 10 foi em 2008 quando venceu a compatriota Anna Chakvtadze, naquela época 9ª do ranking, por 1/6 6/2 6/3 no US Open. Em 2010, jogando o torneio de Eastbourne, ela venceu Pennetta, Petrova, Kuznetsova e Stosur para chegar à final e bater Azarenka. Foram 5 top 20! E em 2011 ela começou o ano vencendo Ivanovic na primeira rodada do Australian Open e Nadia Petrova (na época 13ª do ranking) dois jogos depois. Porém, nos últimos seis torneios que jogos, caiu na primeira rodada de todos.

Agora, em 2012, como 56ª do ranking, a russa já venceu Kaia Kanepi (25ª), Vera Zvonareva (7ª) e Serena Williams (12ª) para chegar a sua primeira quartas-de-final em um Grand Slam. Na entrevista pós-jogo, ela comentou sua vitória sobre a americana. 



" I'm surprised because she's a great player and it's really tough to play against her.  But, I don't know, I just feeling so good and so focus.  So I played my game, and that's it.  I won against Serena.  That's amazing." Makarova

Uma curiosidade sobre a russa é que seu sobrenome é alvo de muitas brincadeiras do público. Makarova tem um som parecido com macaroni ou macarena, por isso muitas vezes a brincadeira acontece e ela mesma já se diz acostumada com isso. 

Os meninos no 9º dia de Australian Open


E agora os homens!

O primeiro jogo masculino foi Roger Federer x Del Potro (e eu não consegui resistir ao sono e não vi!). Diante disso, só posso comentar o resultado, que foi surpreendente. Federer ganhou 6/4 6/3 6/2. Não que o suiço ganhar seja algo absurdo, longe disso. Aliás, contra muitas pessoas que apostávam que ele não chegaria às semis, eu sempre tive confiança no suiço e acho que ele tem grandes chances de ganhar o torneio.

Mas o que muita gente esperava, inclusive eu, era que o jogo tivesse um placar mais apertado. Lendo alguns comentários sobre a partida, todos exaltaram a extrema superioridade de Federer sobre Delpo e que esperavam mais do argentino.

Às 6:30 da manha de hoje, Nadal e o senhor encrenqueiro Berdych entraram em quadra. Então, vamos por parte. O primeiro set foi para o tie-break e aí aconteceu uma combinação de  flashbacks do Master Cup de Londres 2010 com a partida de Nalbandian nesse Australian Open 2012. Antes de tudo, o árbitro da partida era o brasileiro Carlos Bernardes. 






O video possui os mesmos personagens da partida de hoje. Porém, o cenário atual foi: No 5/5 Berdych joga uma boa, Nadal rebate, ele para, mas Berdych continua. O espanhol reclama que parou porque esperou o juiz marcar bola fora (o que não aconteceu). Berdych entra na discussão e reclama do espanhol. Nadal então pede o desafio e Carlos Bernardes não aceita com o argumento de que o espanhol demorou demais (replay do jogo de Nalbandian). Berdych venceu o tie-break.

No segundo set, mais confusão com a arbitragem. Nadal estava sacando em 5/3 15/30 e o juiz de linha marcou saque fora. Nadal desafiou, ganhou e Carlos Bernardes mandou voltar o ponto (mesmo que o saque tenha sido indefensável). Mais um tie-break. Dessa vez, o espanhol levou a melhor.

Os dois últimos sets não tiveram confusão com o juiz, mas foram igualmente disputados. No final, a força e a determinação de Nadal prevalesceram e o espanhol fechou em 6/7 7/6 6/4 6/3.

Comentários e observações:

- A ATP ou a ITP precisam resolver com urgência esse problema do tempo no desafio. Eu (e pelo visto os tenistas do circuito e os juizes também) não sei dizer o que é “tarde demais”. Alguns dão o desafio outros não e ninguém se entende.

- Teremos uma semifinal Federer x Nadal. A última vez que isso aconteceu em um Grand Slam foi em Roland Garros 2005  e o espanhol levou a melhor. Dessa vez, o piso é diferente, Federer não perdeu um set sequer e Nadal fez um jogo de mais de quatro horas de duração nas quartas. Federer está mostrando um nível exemplar de tênis e tem chances de ganhar o espanhol, mas as estatísticas são a favor de Nadal. Vai ser um daqueles jogos!! 

As meninas no 9º dia de Australian Open


QUE RODADA!!!

Vamos começar pelo começo. Azarenka e Radwanska fizeram um excelente jogo pelas quartas-de-final feminina. A bielorussa venceu a partida por 6/7 6/0 6/2, ou seja, sintam o drama!

As duas jogadoras tem estilos bem diferentes de jogo. Azarenka ataca e Radwanska defende. Vê-las jogando é bom, porque, dentro do seu estilo, as duas são muito habilidosas, muito aguerridas, jogam no limite e não tem ponto perdido. Eu acredito que, para a bielorussa, jogar contra a polonesa deve ser mais difícil do que o contrário (apesar dela já ter vencido mais confrontos), porque é extremamente irritante quando você ataca bem e a bola volta. Com Radwanska é assim. Fora as curtinhas que a polonesa dá e que mostram uma habilidade sem igual. Eu pessoalmente gosto muito de vê-la jogar.

O primeiro set foi muito equilibrado e tenso até porque foi difícil alguém confirmar o saque. Foram 4 quebras para cada jogadora. No tie-break, Azarenka sumiu. Era como se a polonesa estivesse em quadra sozinha. Não deu outra e a bielorussa perdeu de 0.

Porém, quem sumiu no segundo set foi Radwanska e Azarenka ganhou facilmente de 0. No último set, com a confiança de Azarenka em alta e a de Radwanska em baixa, foi fácil fechar. Uma pena que o nível do primeiro set não tenha sido mantido pela polonesa. É muito comum depois de ganhar um tie-break (e o set) o tenista relaxar e acabar perdendo o próximo (quando o oponente está buscando a vitória).

Azarenka continua na briga pelo número 1.

Depois desse jogo veio Wosniacki contra Clijsters. Não sei se já disse aqui, mas se disse repito, eu adoro a Wosniacki! Sabe quando a gente gosta de uma pessoa por nada? É assim comigo. O jogo dela em si nem me agrada tanto, mas nunca vi uma número 1 tão carismática.

Bom, deixando o lado fã para trás, eu sabia desde o início que Clijsters ia ganhar. O jogo era muito importante para as duas. Se a dinamarquesa perdesse, ela deixaria de ser a número 1. Se a belga perdesse, ela deixaria de defender os 2000 pontos do torneio passado (para quem não se lembra, Clijsters foi a campeã de 2011).  Mais uma vez, eram estilos de jogos bem diferentes. Wosniacki conservadora e Clijsters atacante.

Não deu outra e a belga ganhou de 6/3 7/6, tirou a dinamarquesa do pedestal e vai enfrentar Azarenka nas semis. Esse vai ser um jogo imprevisível! Maaaaas, já arriscando um palpite baseado no que eu vi hoje de madrugada, Clijsters ganha. Apesar de ter vencido, achei Azarenka ainda inconstante, ao contrário de Clijsters.

Para o post não ficar muito grande, farei um outro só para os meninos. Volto já!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Berdych tem atitude antiesportiva e é vaiado




Antes de mais nada, assistam a esse vídeo.

Como eu disse no post anterior, eu estava viajando e não pude escrever aqui nos últimos três dias, mas isso não quer dizer que não estava antenada na Austrália. O vídeo mostra parte do jogo entre Tomas Berdych e Nicolás Almagro no 7º dia do torneio. Não preciso explica o que houve, porque vocês já viram, então vai só o comentário.

Como uma tenista há 10 anos profissional tem uma atitude dessa? É MUITO provável que a bola do Almagro não foi proposital. Quando alguém bate na corrida uma bola na diagonal, não dá muito tempo para pensar e ver o que está na frente. Aliás, não é só nessa situação que isso ocorre. Qual jogador nunca deu uma bolada no outro sem querer? Eu já dei e também já recebi. Não foi por isso que fiz grosseria no final do jogo, essas coisas fazem parte do esporte e Berdych tem obrigação de saber disso.

Ainda por cima, ele ganhou o jogo! Ou seja, apesar de ter levado uma bolada no braço e ter perdido o ponto, ele venceu a partida e isso seria (ou deveria ser) o suficiente para ele esquecer o acontecido, vibrar com a vitória e até fazer aquela cara de “fui melhor do que você, amigão!”. Berdych diz o seguinte sobre porque ficou chateado.  

"When the court is not like two meters big and actually we have like nine meters, I think, there is pretty much enough of space when you have easy ball which, you know, that pretty much was." Berdych



Eu achei tudo o que ele falou sobre o acontecido, um absurdo. Primeiro, a bola não foi fácil como ele argumenta. Segundo, as desculpas não seriam suficientes porque Almagro deveria ter batido diferente na bola. Desde quando isso é argumento para não aceitar desculpas? Almagro deveria ter batido diferente, não bateu, mas pediu desculpas e ponto.

Duas coisas chamam a atenção no vídeo além da grosseria do tcheco: o público, que fez mais do que bem e vaiou até Berdych sair da quadra e a reação do time do Berdych, que primeiro comemora muito a vitória e depois fica com uma “cara de quem comeu e não gostou”. Tive que rir.

Nesse jogo, Berdych mostrou que não tem espírito esportivo. O interessante é que seu próximo adversário é Rafael Nadal, compatriota de Almagro e que já tem um histórico de desavença com o tcheco. Essa partida vala a pena assistir! 

O 8º dia de Australian Open


Bom, primeiramente peço desculpas aos leitores do blog por não ter postado os últimos resultados do Australian Open. Eu estava viajando e o tempo ficou curto para ver televisão e/ou escrever. Mas já estou de volta com as últimas da madrugada.

A rodada desse 8ª dia de torneio começou morna. Kvitova venceu a musa Ivanovic por 6/2 7/6. Tá certo que no 2º set a sérvia deu um certo trabalho, mas a tcheca sempre foi muito superior. Com um saque poderoso e muita agressividade, Ivanovic não teve muitas chances.

Aí veio a desistência de Kukushkin quando Murray fazia 6/1 6/1 1/0. Britânico nas quartas de final. Depois veio o jogo da Serena. O que todo mundo achava que seria um passeio da americana, se tornou zebra e a russa Ekaterina Makarova venceu 6/2 6/3. Esse jogo infelizmente eu não vi (só vi os chatos por sinal), mas os comentários chamam a atenção para a agressividade da russa. Esperem um perfil dela num próximo post.

O jogo da Sharapova já foi mais emocionante e complicado. No 1º set, a russa abriu 3/0, mas a alemã Sabine Lisicki venceu 6 games seguidos e ganhou o set. E aí entra o que todos tem comentado sobre Sharapova nos últimos tempo. Garra. A russa andou muito tempo perdida cuidando do papel de musa e esqueceu do tênis, mas desde a última temporada o foco voltou e também a vontade de vencer. Conclusão: Sharapova virou a partida e fechou em 3/6 6/2 6/3. A próxima adversária é a compatriota Makarova que não só eliminou Serena como também Zvonareva e Kaia Kanepi. Vamos ficar de olho!

No masculino também tivemos o que considero uma zebra. O japonês Kei Nishikori venceu o francês Tsonga por 2/6 6/2 6/1 3/6 6/3. Lembrando que o ganhador é o 24º cabeça-de-chave do torneio, alguém já ouviu falar dele? Eu acho muito legal esses jogadores pouco conhecidos que vão pelas beiradas e do nada fazem um grande estrago. Foi o que aconteceu e o francês teve que se explicar.  

 "It's tough to play against him because he run a lot and everything's coming back.  Even when he's far in the point, he come back on his line." Tsonga

E para fechar a rodada com chave de ouro teve Djoko x Hewitt. Olha, pessoalmente eu nunca fui muito fã do australiano, sempre o achei muito marrento, mas não posso deixar de admirar sua garra e hoje mais uma vez foi assim. Hewitt ocupa a 181ª posição do ranking, ou seja, entrou com wild card na chave principal do torneio e honrou a oportunidade que lhe deram. Diante de Djokovic, ele fez o que pode e o que não pode, venceu o 3º set de virada e perdeu de cabeça erguida por 6/1 6/3 4/6 6/3. Foi uma bela partida digna de um ex-número 1 contra o número 1.

E para aqueles interessados nos brasileiros do torneio, tivemos uma grande vitória hoje da dupla masculina Soares/Butorac. Os dois foram às quartas-de-final e venceram a dupla Qureshi/Rojer por 6/4 6/2. Próximos adversários serão Stepanek/Paes e a parceria Brasil/EUA é a favorita. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Brasileiros no Australian Open


Bom, vamos falar desse 4º dia de Australian Open. Começo dizendo que Ricardo Mello surpreendeu e brilhou (por incrível que pareça). Como já tinha dito em um post anterior, eu não esperava muito do jogo entre Mello x Tsonga. Ainda bem que tive uma bela surpresa. O que mais me chamou a atenção foi o psicológico do brasileiro. Em nenhum momento ele baixou a cabeça. Mesmo perdendo, lutou, atacou e errou, mas já que todo mundo sabia que seria uma partida muito difícil contra o francês, o importante foi a postura de Ricardinho perante o adversário. O placar do jogo foi  7/5 6/4 6/4 para Tsonga, que também lutou muito para ganhar, se aborreceu em vários momentos e comemorou bastante ao final da partida. O brasileiro tem que melhorar bastante o saque e focar mais nos pontos importantes (ele não conseguiu confirmar nenhuma das quebras contra o advesário). Bom, valeu!

Já o Bellucci... eu não vi o jogo, então meus comentários são baseados em outros comentários e no que eu conheço do estilo dele. As parciais foram 2/6 6/0 6/4 6/2 para Gael Monfils. O brasileiro atacou bem no primeiro set, pressionou, ganhou e aí... apagão. Gente, 6/0 é inadmissível! O francês é o 15º do ranking e Bellucci o 37º, ou seja, a diferença não é tão grande, os dois tem um alto nível de jogo e para seguir em frente tem que ter a frieza para virar a partida quando preciso e/ou continuar o jogo e não achar que a partida já está vencida (até porque um set não significa muita coisa numa partida de melhor de 5). Bom, ainda bem que eu vi o jogo do Ricardinho.

Mais notícias brasucas. As duplas Bruno Soares/Eric Butorac (americano),  André Sá/Michal Mertinak (eslovaco) e Ricardo Mello e João Souza estão todas classificadas para a segunda rodada do Grand Slam.

Outro destaque do 4º dia do torneio foi a partida entre Hewitt e Roddick. Taí uma dupla que eu adoro ver jogar. Me lembra os velhos tempos em que os dois disputavam a primeira posição do ranking. Bom, o americano era o favorito, mas o queridinho era o australiano. O primeiro set foi de Roddick, mas aí veio a coxa direita que o fez desistir depois do terceiro set. Uma pena. O placar foi 3/6 6/3 6/4.

Outros resultados: Djokovic, Murray e Chela venceram fácil, Ferrer  teve trabalho com  americano Ryan Sweeting, mas também venceu. A grande perda foi de Gilles Simon que fez um jogo de 5 sets com o francês Julien Benneteau. No feminino, Sharapova fez mais um treino e venceu 6/0 6/1 a americana Hampton. Serena também treinou e venceu 6/0 6/4 a tcheca Srycova. Bartoli, Zvonareva e Ivanovic também tiveram vitórias fáceis, enquanto Kvitova venceu suada em 3 sets.

Agora, pra divertir, assistam esse vídeo do jogo Wawrinka x Baghdatis. 


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O juiz, a raquete e o mosquito


Infelizmente não pude acompanhar nenhum jogo desse terceiro dia de Australian Open. Porém, busquei me informar sobre os highlights do dia e achei coisas bem interessantes.

O jogo mais comentado foi o de Isner contra Nalbandian. Um saca outro retorna (e pelo visto foi assim a partida toda já que o americano disparou 43 aces).  Para esse número imenso de aces aparecer, o jogo teve nada mais nada menos que 4 horas e 41 minutos de duração e 5 sets. Isner ganhou com parciais  4/6 6/3 2/6 7/6(5) 10/8. Até aí nada demais. Mas a verdade é que a partida poderia ter tido outro desfecho. No 8/8 saque do americano 30/40, Isner dispara um saque para fora, mas que o juiz dá como bola boa. A torcida reclama, Nalbandian também. Quando o argentino pede o desafio, o juiz se recusa com a desculpa que o replay foi pedido tarde demais. Conclusão, o argentino perdeu a cabeça, perdeu o saque no game seguido e perdeu o jogo. Agora eu me pergunto: o que seria “tarde demais” ? Existe alguma regra que diga que depois de x minutos é tarde demais? Eu acho que não, mas deveria existir, né? Porque em hipótese alguma o juiz deve interferir no resultado da partida, mas agora... é tarde demais.  

 "what the umpires need, press?  Name?  Be on the picture tomorrow?  Incredible." D.N

Outro destaque foi o comportamento estressado de Baghdatis no jogo contra Wawrinka. O suiço ganhou em 3 sets o que não deixou de ser um bom jogo (foi o que disseram). Porém, deem uma olhada no que o cipriota aprontou. 




E teve também tenista dando uma de estrela. Serena Williams pediu que não jogasse mais à noite por causa da quantidade de mosquitos. Segundo ela,  os insetos pousavam em suas costas e a atrapalhavam. Porém, ela fez uma importantíssima ressalva. Não se importará de jogar a final do campeonato no período noturno (alguém disse que ela vai para a final?).

Bom, tirando isso, Federer passou para a terceira rodada sem jogar (Andreas Beck desistiu por causa de contusão),  Nadal, Berdych e Del Potro passearam, Bernard Tomic perdeu um set, mas despachou Sam Querrey (ouvi dizer que o público prestou mais atenção na namorada do australiano),  Almagro e Dolgopolov venceram em 5 sets. No feminino houve vááários passeios com destaque para o de Azarenka que jogou contra a tenista da casa Casey Delacqua e fechou em 6/1 6/0. Wozniacki (salvou um set point), Na Li, Clijsters, Jankovic e Radwanska também venceram confortáveis.

E vamos para as zebras: Schiavone perdeu para a compatriota Romina Oprandi por 6/4 6/3 e Mardi Fish perdeu para o colombiano Alejandro Falla por 7/6 6/3 7/6. Pelo placar o jogo foi disputado, mas isso não justifica o desempenho do americano. Mais uma vez, Fish deixa dúvidas quanto o seu vigor em Grand Slams.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Perfil: Sorana Cirstea


Ela é pouco notada. Mas além de ser candidata à musa do tênis, Sorana Cirstea também tem jogo para se tornar top 10. Quando foi apresentada ao esporte pela mãe, Lilian, aos 4 anos, ela não tinha noção que conseguiria chegar a ser a 23ª melhor tenista do mundo. Se auto-revelando teimosa, ambiciosa e feliz, seus ídolos são Steffi Graf e Roger Federer.

Sorana Mihaela Cirstea nasceu no dia 7 de abril de 1990 e se tornou profissional aos 16 anos em 2006. No ano seguinte, ela chegou à final do Grand Prix de Budapeste, perdendo para a argentina Gisela Dulko por 6/7 6/2 6/2. Em 2008, ela ganhou seu primeiro título de simples da WTA ao vencer Sabine Lisicki em Tashkent, dois títulos da WTA de dupla e chegou ao top 50 no dia 8 de setembro quando ocupava a 45ª posição do ranking.

Em 2009, apesar dela não ter ganhado nenhum torneio, foi o ano em que a romena atingiu seu melhor ranking, terminando Cincinnati na 23ª colocação. Em 2010 e 2011, ela cairia para top 100, mas ganharia dois títulos de dupla.

Em 2011 ela participou do Sony Ericsson Xperia Hotshots, um concurso de dança entre 6 tenistas WTA e foi a segunda mais votada (vídeo).


Já em 2012, como 59ª do ranking, Cirstea venceu ontem a australiana Samantha Stosur (6ª cabeça-de-chave) pela primeira rodada do Australian Open e foi a primeira zebra do torneio.  Na entrevista coletiva pós-jogo, a jogadora mostrou pé no chão e foi muito questionada sobre o tênis na Romênia. Segundo ela, o apoio no país é nulo e os poucos que conseguem se sobressair são frutos de muito treino e dedicação.

Vamos ver o que essa romena de 21 anos ainda vai aprontar. Espero ter que atualizar seu perfil   ;)



Notícias boas, notícias esperadas e uma zebra


No segundo dia de Australian Open, Djokovic passeou em quadra e mandou Paolo Lozenri de volta pra Itália de bicicleta (6/2 6/0 6/0). David Ferrer foi outro que avançou sem problemas contra o português Rui Machado (6/1 6/4 6/2). Murray e Tsonga levaram um susto. O dois perderam um set na partida, o escocês para o americano Ryan Harrison ( 4/6 6/3 6/4 6/2) e o francês para Denis Istomin do Uzbequistão (6/4  3/6 6/2 7/5), mas logo se recuperaram.

O Brasil teve boas notícias com Thomaz Bellucci e Ricardo Mello. Eles venceram o israelense Dudi Sela 7/6 6/4 6/3 e o espanhol Roberto Bautista-Agut 6/4 6/4 7/5, respectivamente. Na próxima rodada, porém, ambos pegam uma pedreira  francesa. Bellucci joga contra Gael Monfils e Ricardinho contra Tsonga. Ééééé... acho que não teremos brasileiros na terceira rodada do AO. O primeiro jogo certamente será bom e Bellucci tem chances, ele está motivado com novo técnico e consegue jogar com consistência. Já o desafio de Mello é uma missão impossível. Veremos o que acontece.

Roddick e Hewitt venceram (um com facilidade, o outro nem tanto) e vão se enfrentar na próxima rodada. Esse certamente será o jogo mais esperado da quinta-feira, visto que na primeira semana não é comum grandes tenistas se enfrentarem.

Vamos falar do feminino... os melhores jogos do dia, com certeza.

Kvitova, Sharapova, Kirilenko (bláááá) e Ivanovic venceram com facilidade.

Serena venceu Tamira Paszek por 6/3 6/2 mas, com a lesão no tornozelo, fez um jogo devagar e pouco convincente. Ela saiu de quadra com cara de poucos amigos.

Mas o destaque do dia foi o jogo de Samantha Stosur contra a romena Sorana Cirstea. O que teoricamente seria uma partida sem emoção e fácil para a australiana 6ª cabeça-de-chave, foi um jogo belíssimo da romena que saiu vencedora 7/6 6/3. Stosur tentou, tentou mesmo. Todos os golpes foram aplicados, mas Cirstea correu muito, rebateu muito, devolveu de forma incrível os saques da oponente e Stosur errou demais. Ela esperou a romena cansar, mas ela não cansou e a australiana atacou tarde demais.

Gostei tanto do jogo da Cirstea que o próximo post será um perfil dedicado a ela. Aliás, isso é algo que pretendo fazer no blog. Volta e meia perfis de jogadores desconhecidos – porque os conhecidos todo mundo sabe da carreira – porque mais tarde, quem sabe, eles seguirão seu caminho até o top 10.

Mais tarde volto com novidades.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Foi dada a largada para a fofoca


O Australian Open começou ontem e o que mais chamou a atenção nesse primeiro dia não foram os jogos, mas sim a pequena confusão entre Federer e Nadal. Pra quem não sabe e tá com preguiça de se informar, o que aconteceu foi que um dia antes de começar o torneio, o espanhol deu uma entrevista falando que os interesses do suiço estavam indo contra os interesses da maioria dos outros tenistas do circuito.

Pelo o que eu entendi, os tenistas participantes do AO se reuniram no domingo, 15 de janeiro, para discutir o que tem acontecido ultimamente no esporte e o que se pode fazer para melhorá-lo. A pauta sobre a quantidade de torneios jogados durante o ano foi à tona, como sempre. Segundo Nadal, Federer está de acordo com o atual calendário, o que ele discorda.

O fato é que Nadal é sim prejudicado pelo calendário, visto que não tem um ano sequer que ele não se machuque, ao contrário do suiço. Porém, por que um se lesiona e o outro não? Simples. O estilo de jogo do espanhol exige muito mais de seu físico do que o estilo de jogo do suiço. Então, para Federer, quanto mais torneio, mais dinheiro. 

Eu não entendo como essa  possa não ser a mesma opinião dos outros tenistas. Eu já disse e repito: ser tenista não é fácil. Além dos esforços físicos e psicológicos, exige uma gastação de dinheiro muito grande. Pra quem é top 10 é tranquilo, mas quanto mais baixo o ranking maior os gastos – comida, hotel, técnico, fisioterapeuta, preparador físico, passagem aérea. Então, quanto mais torneio (mesmo tendo mais gastos) maiores as chances de se dar bem,  ganhar dinheiro e ter lucro, certo?
Aliás, uma das pautas desse final de semana foi exatamente o prêmio dos torneios. Os tenistas estão fazendo uma força para que a quantia em dinheiro seja maior. Não sei se foi por isso, mas segundo o ucraniano Sergiy Stakhovsky, houve até uma votação para um boicote ao evento. A “greve” foi aprovada pela maioria, mas os tenistas decidiram jogar visto que seria injusto com os organizadores (e com o público mais ainda, né gente?).
Espanhol e suiço já disseram que está tudo bem entre eles.
O Fernanda Meligeni  em seu blog explica um pouco como é a política na ATP. Vale a pena ler o post para se informar melhor (na barra direita da página tem o link pra o blog dele).
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Bom, e agora, comentando os primeiros jogos.  Nadal e Federer passaram sem problemas, Verdasco perdeu em uma grande batalha para Bernard Tomic (fiquem de olho nesse menino), Del Potro fez um jogo suado contra o francês Adrian Mannarino ( o cara jogou muita coisa) e Davydenko perdeu. Olha e foi uma perda não só para ele, mas como para o torneio, porque é sempre bom ter um jogo como o do russo no campeonato. No feminino, não houve surpresas. Radwanska e Hantuchova perderam um set, mas venceram como esperado. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Comercial divertido... e algumas observações


Uma amiga minha, Nathalia Farias, me mandou pelo Facebook esse vídeo da propaganda da Heineken para o Master Cup de Shangai 2010.  Não sou muito fã de propagandas que aliam álcool e esporte, mas essa é bem legal e divertida. Vale a pena conferir  ;)





Ps sobre as semi-finais do WTA de Sydney:
  1.     Eu gostaria muito de saber o que o técnico (e marido) da Na Li falou para ela no intervalo do 1º para o 2º set e que fez com que ela mudasse completamente o jogo e ganhasse a partida. Não é muito comum os técnicos irem à quadra no meio do jogo, mas depois de um 6/1, a ida de Jiang Shan foi providencial.
  2.    Quando assisti ao jogo de Azarenka x Radwanska, eu já sabia quem tinha ganhado, Azarenka. Mesmo assim desde o início eu torci para Radwanska (sempre me simpatizei com seu estilo gelado de jogar). O 1º set foi dela. Com defesas espetaculares e somente 3 erros não forçados, eu não conseguia entender como Radwanska tinha perdido a partida. Claro que a bielorussa não desistiu e não parou de atacar o jogo inteiro. Porém, o tenista que escolhe ser um bom defensor, ou seja, aquele que chega em todas as bolas e consegue rebatê-la com eficiência, precisa ter um preparo físico muito bom, o que infelizmente não acontece com a polonesa. De maneira ou de outra, foi uma das melhores partidas de WTA que eu já vi e é bom ficar de olho em Radwanska esse ano. Azarenka em algum momento será a primeira do ranking (isso é quase que um fato), mas Radwanska pareceu estar muito a fim de entrar na briga pelo pódio. Preparo físico não é difícil de pegar, que o diga Novak Djokovic.  





terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Roland Garros de 99 com Martina e Steffi


Eu sei que a semana, aliás, o mês é dedicado à Austrália, mas abrindo o twitter hoje me deparei com o vídeo do último game do jogo da Steffi Graf contra Martina Hingis na final de Roland Garros em 1999 – quando a alemã conquistou seu último título de Grand Slam.

Admito que não sei muito de história do tênis - até deveria e quero me informar mais sobre o assunto - então pouco conheço os estilos e as fofocas do esporte pré-2006 (ano que comecei a me interessar pelo esporte). O vídeo de 99 me atraiu de imediato porque depois de ler a autobiografia do Agassi, quis também conhecer mais sua mulher, Steffi.

Acabou que o que vi foi muito mais do que um simples game, muito mais do que ver Graf e Hingis jogando. Várias coisas chamam a atenção nesse vídeo. Primeiro Martina é encrenqueira e astuciosa. O modo como ela engana a adversária com o saque, como reclama do público com a juíza e como depois de perder o jogo sai imediatamente da quadra é, ao meu ver, irritante e vergonhoso. O público também tem uma participação especial na partida, alternando vaias à suiça e torcida para Steffi. Isso tudo seria normal se não fosse também exagerado e, por conseguinte, também não fosse irritante e vergonhoso. E aí, Martina volta à quadra aos prantos com a mãe. Pronto, amoleceu meu coração. Na verdade, não sei o que causou o que ali. Não sei se o apoio incondicional à Graf foi o que causou tamanho comportamento de Hingis ou se o comportamento da suiça é que causou tamanho exagero de participação do público – porque sim, num jogo como tênis, que exige uma concentração enorme, o público às vezes tem que saber ficar quieto.

Então eu recorri ao Google para saber rapidamente sobre um pouquinho da história das duas e percebi que o que aconteceu no jogo foi o reflexo da carreira das duas. Steffi Graf uma das maiores tenistas da história contra Hingis, outra excelente tenista, mas com um comportamento bem diferente.

É importante lembrar que em Paris de 99 Steffi tinha 30 anos contra os 18 de Martina. A experiência e paciência de uma contra a ansiedade e vigor da outra. Isso explica muita coisa. Os tenistas profissionais são expostos ao jogo desde muito cedo, ou seja, não só ao ganhar e perder, mas também à pressão psicológica. É muito difícil ser tenista. O esporte exige uma preparação física grandiosa, mas principalmente o preparo psicológico para a solidão do jogo. É claro que com anos de experiência, espera-se que o jogador amadureça – o que tenho minhas dúvidas se aconteceu com Martina. Declarações duvidosas são tantas que podia dedicar um post só pra isso. Em um exame antidoping, ela foi pega por uso de cocaína. Ela negou, mas com preguiça de provar a inocência resolveu se aposentar. Tá, né?

Bom, grandes tenistas e um exemplo de esportista e... falei demais hoje. Fica a dica de um bom vídeo e, para alguns, uma boa lembrança.