A temporada de saibro (e de torneios na América do Sul) teve início na semana passada com o ATP de Viña del Mar. O torneio de 250 pontos voltou à cidade depois de uma passagem por Santiago e marcou a volta de Fernando González ao circuito.
O campeonato, vencido pelo argentino Juan Monaco, teve a participação de três brasileiros: Bellucci, João Souza e Ricardo Mello. O destaque foi Souza, que chegou às quartas-de-final tendo derrotado González e voltou ao top 100 do ranking da ATP.
O próximo torneio será o Brasil Open, começando no dia 11, agora em São Paulo. Se possível, farei posts diários e um bem especial para a final – já que estarei lá para conferir de perto!
Por falar em Brasil Open e João Souza, o brasileiro conseguiu uma vaga na chave principal do torneio. Foi anunciado ontem que o espanhol Tommy Robredo desistiu de participar visto que ele teve o adutor rompido e deverá fazer uma cirurgia. Isso, aliado à desistência do argentino Juan Inácio Chela, fez com que Souza conseguisse a vaga pela terceira vez no campeonato.
Sobre a temporada da América do Sul eu tenho duas observações:
- É interessante ver como esses torneios promovem os tenistas sul-americanos. É sempre nessa época em que eles ganham mais pontos e conseguem subir no ranking. Nunca fui a nenhum, mas acredito que o apoio da torcida deva ser bastante estimulante e necessário para que tantos triunfem por aqui.
- Ao mesmo tempo, os próximos Master 1000 (Indian Wells e Miami) são em quadra dura. Ou seja, toda a adaptação dos tenistas sul-americanos que jogam fevereiro no saibro acaba não sendo muito eficaz. Porém, logo depois de Miami vem Monte Carlo que já é no saibro e acaba que os tenistas que ainda não jogaram nesse piso são prejudicados e os que já jogaram vem sem ritmo. Conclusão: calendário mal feito.
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