Foi uma honra estar no Ginásio do Ibirapuera. Filippo Volandri e Nicolás Almagro fizeram uma partidaça e até o último game do terceiro set era impossível saber quem venceria o jogo. Mas antes de falar da final de simples em si, vou fazer deste post um diário da minha tarde de domingo. Tentarei não me alongar muito, mas aqui vai.
Cheguei no ginásio por volta de meio-dia e para a minha sorte os melhores lugares do anel inferior ainda estavam vagos. Sentei ali com meu pai, vi Almagro treinar e às 13hs a primeira partida do dia começou, a final de duplas. Em cada lado da quadra haveria um brasileiro, então, para quem torcer? André Sá jogava com o eslovaco Michal Mertinak e Bruno Soares com o americano Eric Butorac. Como a última dupla foi até às quartas-de-final do Australian Open e parece ter um bom futuro, resolvi torcer para ela, mas claro, principalmente, para um bom jogo. E assim o foi. No primeiro set, a dupla brasuca-eslovaca levou a melhor, porque foi mais consistente e estava mais entrosada. No set seguinte, a dupla brasuca-americana melhorou nos voleios, Bruno Soares sacou demais e conseguiu levar a partida para um terceiro set, o que em duplas significa um tie-break de dez. Os pontos finais do jogo foram muito disputados e Soares/Butorac fecharam em 3/6 6/4 10/8.
A partida acabou quase às 15hs, eu estava com muita fome e lá fui para a fila básica de 30 minutos para um hamburger sem graça. Mas tudo bem, faz parte. O primeiro set da final de simples foi um susto só. Primeiro, Volandri surpreendeu e quebrou Almagro para fazer 3/0 e depois “levou um pneu” com o espanhol fechando o set em 6/3. O segundo set já foi bem mais equilibrado e os dois tenistas jogaram MUITO. Nos games de Almagro havia pouco jogo já que o espanhol disparou nada mais nada menos do que 18 aces na partida. Já quando o italiano Volandri sacava, ele dava show disputando os pontos com o backhand. E para delírio do público, o jogo foi para o terceiro set. Esse então foi mais equilibrado ainda. O italiano melhorou bastante o saque e os dois tenistas confirmavam seus serviços. Mas Almagro é mais completo, saca muito mais, bate com mais potência. Volandri, vindo de dois jogos muito longos e desgastantes contra Nalbandian e Bellucci, não resistiu. Final 6/3 4/6 6/4 e o espanhol se tornou o tenista que mais ganhou o Aberto do Brasil. Parabéns pela belíssima semana e pelo tricampeonato!
Eu saí do ginásio com uma sensação muito boa e muito feliz de ter presenciado esse dia histórico para o torneio. O público compareceu em massa e fez uma festa muito bonita.
Minhas observações sobre o torneio:
- Parabéns para Volandri que acabou com a festa de Nalbandian e Bellucci. Ele fez jogos muito longos, todos com a torcida contra e teve foco e físico suficiente para ganhar.
- CARLOS BERNARDES FOI O JUIZ DO JOGO DE SIMPLES!
- Precisa melhorar a estrutura de alimentação. Só há um restaurante com poucas opções de comida. Pelo menos mais um deveria ser aberto para os jogos de grande público.
- O prêmio foi de R$ 144.000. Para um torneio ATP é pouco. Se a organização quiser atrair mais tenistas de peso, deverá aumentar esse número.
- Guga e Meligeni não compareceram. Eu não sei se foi por falta de convite, mas achei isso uma pena. Eles são grande porta-vozes do esporte no país e deveriam estar lá para prestigiar essa nova fase.
- Por falar em falta de prestígio, o prefeito de São Paulo e o Ministro do Esporte mandaram representantes. O do prefeito ainda por cima foi vestido de bermuda e camiseta entregar um dos prêmios.
-Quem prestigiou mesmo foi o público que participou em peso e fez a festa. Tenho certeza que ano que vem será ainda melhor.
- E por último e não menos importante, faço um apelo à organização para que aumente a temperatura do ar condicionado do ginásio!
Outros resultados do dia:
- Federer venceu Del Potro por 6/1 6/4 no ATP 250 de Roterdã. Alguém ainda duvida dele?
- Em Doha, Azarenka venceu Stosur por 6/1 6/2. Alguém ainda duvida que ela é a melhor?
Nenhum comentário:
Postar um comentário