Caramba! Caramba! Caramba! Infinitos parabéns para Rafael Nadal e Novak Djokovic. Se fosse possível dar dois troféus, esses dois tenistas sairiam formalmente como vencedores da final do Australian Open. Não há palavras que descrevam a emoção e o orgulho que Rafa e Nole proporcionaram aos admiradores e telespectadores de tênis do mundo todo.
Como já se esperava, o jogo todo foi muito disputado. O primeiro set foi o único meio “sem graça” – apesar do placar final 7/5 – pois parecia que Djoko ainda não tinha encontrado o melhor do seu jogo. Aí quando Nadal fechou, ficou aquela dúvida sobre o quanto a partida com Murray afetou o sérvio. Porém, tudo não passou de um mero e longínquo pensamento já que no segundo set, Nole voltou com ataques super possantes e igualou a partida com um 6/4. Nos games seguintes, nada mudou. Nadal continuou lutando e Djokovic não perdoando com direitas fantásticas e excelente pontaria. 6/2 para o sérvio e o jogo tinha mudado de dono.
Mas ninguém poderia esquecer de quem estava do outro lado da quadra: o cara que nunca desiste. O 4º set começou bem empatado e continuou assim. Vale chamar a atenção para quando a chuva começou no 4/3 Djokovic e o espanhol sacando em 0/40. Nadal não quis nem saber de pararem a partida para fechar o teto e esperou conseguir empatar o set para, aí sim, reclamar que estava chuvendo. Jogo parado por uns 15 minutos, tie-break e set pro espanhol.
Já dizia Boris Becker que no 5º set de um Grand Slam esquece-se técnica e vence quem tem mais raça. E nesse caso, até o último ponto ninguém sabia quem sairia vencedor. Novak Djokovic sacou um pouquinho melhor, atacou um pouquinho melhor, se defendeu um pouquinho melhor. Tudo muito pouquinho melhor. E mostrou porque é o melhor jogador de tênis do mundo. Depois de 5 horas e 53 minutos de jogo - a final de Slam mais longa da história – o sérvio fez 7/5 e venceu Rafael Nadal pela 7ª vez consecutiva em uma final. Dizem as más línguas que o espanhol virou freguês.
Na verdade, em um jogo como esse, não importa muito quem venceu. O que esses dois jogadores fizeram foi proporcionar um belíssimo espetáculo ao mundo. Que venham outras finais como essa!
Agora, algumas observações:
- Quem acompanhou todo o jogo pode perceber que a maior parte das vezes que Nadal pedia um desafio ele ia olhar a marca e/ou para o time e só depois pedia o Hawk-Eye. O juiz francês, Pascal Maria, deixou todas as vezes. Será que Carlos Bernardes também deixaria?
- Por falar em juiz, infelizmente, os juizes tiveram uma grande participação nesse Australian Open. Ficou clara a falta de marcação, os erros de marcação e o desentendimento sobre o tempo para se pedir o desafio.
- Não fiz nenhum post sobre a final feminina, porque não tenho muito o que comentar. A superioridade de Azarenka ficou óbvia. Sharapova tentou, mas o 6/3 6/0 foi um jogo muito chato.
- Parece impossível, mas Novak Djokovic tem muita chance de fazer o que fez ano passado.

The Djoker!! ;)
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