terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Roland Garros de 99 com Martina e Steffi


Eu sei que a semana, aliás, o mês é dedicado à Austrália, mas abrindo o twitter hoje me deparei com o vídeo do último game do jogo da Steffi Graf contra Martina Hingis na final de Roland Garros em 1999 – quando a alemã conquistou seu último título de Grand Slam.

Admito que não sei muito de história do tênis - até deveria e quero me informar mais sobre o assunto - então pouco conheço os estilos e as fofocas do esporte pré-2006 (ano que comecei a me interessar pelo esporte). O vídeo de 99 me atraiu de imediato porque depois de ler a autobiografia do Agassi, quis também conhecer mais sua mulher, Steffi.

Acabou que o que vi foi muito mais do que um simples game, muito mais do que ver Graf e Hingis jogando. Várias coisas chamam a atenção nesse vídeo. Primeiro Martina é encrenqueira e astuciosa. O modo como ela engana a adversária com o saque, como reclama do público com a juíza e como depois de perder o jogo sai imediatamente da quadra é, ao meu ver, irritante e vergonhoso. O público também tem uma participação especial na partida, alternando vaias à suiça e torcida para Steffi. Isso tudo seria normal se não fosse também exagerado e, por conseguinte, também não fosse irritante e vergonhoso. E aí, Martina volta à quadra aos prantos com a mãe. Pronto, amoleceu meu coração. Na verdade, não sei o que causou o que ali. Não sei se o apoio incondicional à Graf foi o que causou tamanho comportamento de Hingis ou se o comportamento da suiça é que causou tamanho exagero de participação do público – porque sim, num jogo como tênis, que exige uma concentração enorme, o público às vezes tem que saber ficar quieto.

Então eu recorri ao Google para saber rapidamente sobre um pouquinho da história das duas e percebi que o que aconteceu no jogo foi o reflexo da carreira das duas. Steffi Graf uma das maiores tenistas da história contra Hingis, outra excelente tenista, mas com um comportamento bem diferente.

É importante lembrar que em Paris de 99 Steffi tinha 30 anos contra os 18 de Martina. A experiência e paciência de uma contra a ansiedade e vigor da outra. Isso explica muita coisa. Os tenistas profissionais são expostos ao jogo desde muito cedo, ou seja, não só ao ganhar e perder, mas também à pressão psicológica. É muito difícil ser tenista. O esporte exige uma preparação física grandiosa, mas principalmente o preparo psicológico para a solidão do jogo. É claro que com anos de experiência, espera-se que o jogador amadureça – o que tenho minhas dúvidas se aconteceu com Martina. Declarações duvidosas são tantas que podia dedicar um post só pra isso. Em um exame antidoping, ela foi pega por uso de cocaína. Ela negou, mas com preguiça de provar a inocência resolveu se aposentar. Tá, né?

Bom, grandes tenistas e um exemplo de esportista e... falei demais hoje. Fica a dica de um bom vídeo e, para alguns, uma boa lembrança.


Um comentário:

  1. An interesting perspective to tennis I have not thought of before!

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